| 08.05.09
:: Heloisa Sassaki |
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A “nova”
modalidade de gripe, que se apresenta como um quadro
de infecção
respiratória, chama atenção por
atingir a população jovem, faixa etária
em que não é frequente adquirir esse
tipo de infecção. Existem algumas variantes
pertencentes aos subtipos do vírus Influenza
que possuem alterações genéticas,
capazes de atribuir características diferentes
da infecção habitual. Estas alterações
podem acarretar mudanças no padrão de
transmissão do vírus, na forma clínica
de apresentação da doença e até
mesmo na resposta ao tratamento.
Segundo especialistas, o vírus Influenza A,
chamado de H1N1 que causa a infecção,
possui diferentes variantes que acometem não
somente os suínos, mas as aves
(gripe aviária) e mesmo os seres humanos, causando
o conhecido quadro de “gripe”.
Os vírus que acometem os animais podem também
ser transmitidos ao homem,
causando quadro clínico semelhante, mas habitualmente
estes quadros são sem
gravidade.
No México, em decorrência de um surto
de gripe em suínos, algumas pessoas
foram infectadas com o Influenza suíno e desenvolveram
quadros respiratórios
infecciosos, altamente contagiosos. Com suspeita de
transmissão de pessoa
a pessoa, a disseminação desta nova
variante do Influenza pode assumir proporções
graves para a população, não
somente do México, mas em todo o mundo.
O quadro clínico da doença pode variar
desde a ausência de sintomas até a cenários
mais severos. Normalmente os sintomas tem sido de
uma gripe mais forte, que
se apresenta de maneira repentina, com febre alta
(superior a 39ºC), dor de cabeça
intensa, dores musculares e de articulações,
tosse, irritação nos olhos e fluxo nasal.
O vírus da influenza pode ser transmitido de
forma direta, através das secreções
das vias respiratórias de uma pessoa contaminada
ao falar, espirrar, ou tossir;
ou de forma indireta, por meio das mãos que,
após contato com superfícies
recentemente contaminadas por secreções
respiratórias de um indivíduo infectado,
podem carrear o agente infeccioso diretamente para
a boca, nariz e olhos.
Segundo a OMS, não há registro de transmissão
deste novo subtipo da influenza
suína para pessoas por meio da ingestão
de carne de porco e produtos derivados.
O vírus da influenza suína não
resiste a altas temperaturas (70ºC), temperatura
em que os alimentos são cozidos ou assados.
Tratamento
Existem medicações antivirais específicas
que podem ser utilizadas para tratamento
dos pacientes acometidos pela Influenza suína.
O Ministério da Saúde dispõe
de estoque destas medicações para o
caso de detecções de casos no Brasil.
A Organização Mundial de Saúde
está trabalhando para a obtenção
de uma vacina
contra a doença, mas ainda não se dispõe
de uma imunização específica
para este surto, pois é necessário que
esta vacina contenha informações
das variantes suínas do vírus Influenza,
responsáveis pelas infecções
atuais.
“As vacinas de Influenza disponíveis
para a gripe em idosos e crianças
provavelmente não conferirão proteção
contra a gripe suína, portanto não são
indicadas como medida de proteção ou
prevenção”, alerta o médico.
Medidas
No Brasil iniciou-se um Plano de Contingência
e Controle da doença,
coordenado pelo Ministério da Saúde,
sobretudo nos Portos e Aeroportos nacionais
com o objetivo de realizar uma vigilância da
doença, através da detecção
precoce
de possíveis casos suspeitos. Estas ações
serão intensificadas nos vôos provenientes
do México, mas como há casos relatados
também em outros países, a vigilância
é praticamente geral. |