| Há
100 anos o médico alemão Alois Alzheimer
fez o primeiro diagnóstico da Doença
de Alzheimer
Em todo o mundo, cerca de 25 milhões
de pessoas têm Doença de Alzheimer, das
quais
uma média de 5 milhões estão na
China, de acordo com dados da Organização
Mundial
de Saúde (O.M.S.). No Brasil, estima-se que existam
800 mil pessoas, aproximadamente,
portadoras da doença. Relatório publicado
na revista britânica The Lancet, em sua edição
de 17 de dezembro de 2005, informa que a Demência
vai quadruplicar e os países
em desenvolvimento vão ser os mais atingidos.
Descrita por Alois Alzheimer, em novembro de 1906, é
uma doença progressiva
do sistema nervoso central, com causa desconhecida.
Caracteriza-se pela Demência
do paciente e tem incidência de 10% da população
geral acima de 65 anos, de acordo
com informações epidemiológicas
americanas. A Demência é uma síndrome
que
se manifesta pela deterioração cognitiva
e da memória, em que ocorre piora progressiva
das atividades diárias e uma variedade de sintomas
neuropsiquiátricos e distúrbios
comportamentais. No caso da Doença de Alzheimer,
o paciente perde as funções mentais
superiores, apresentando alterações progressivas
no humor e no comportamento,
perda de memória, desorientação
e dificuldade para falar, sendo que no estágio
mais grave sua memória é muito comprometida
provocando a dificuldade na linguagem,
perda do reconhecimento dos familiares e perda do controle
dos esfíncteres.
O quadro evolutivo é lento e pode levar de 5
a 15 anos. Não existe cura para a doença,
até o momento.
Alzheimer – Pensamentos à solta
Os trechos abaixo do livro Alzheimer –
Pensamentos à solta, de Spario, publicado
pela Apsen Farmacêutica e distribuído pela
ABRAZ – Associação Brasileira
de Alzheimer, em cursos dirigidos a cuidadores de pacientes
com Doença
de Alzheimer, dá uma idéia dos sintomas
da Doença.
“Uma noite, no começo da doença,
quando eu não havia organizado minha “clínica”
com a troupe dos “caregivers” atuais, Irene
me desperta e toda ansiosa, chama minha
atenção sobre aranhas no teto do quarto,
grandes e que lhe causam medo”.
Correm ao longo das paredes, no chão, são
reais, não imaginárias. Não me
atrevo
em contestar, em procurar demonstrar o contrário.
Minha atitude é de desviar a atenção
reconduzindo-a a realidade, assim calmamente”...
“O único nome que Irene retém é
o meu. Isso me envaidece me dá ânimo e,
ao mesmo
tempo, me assusta. Se eu sou a única ponte com
o mundo, o que vai ser dela quando
eu morrer?”...
“Fizemos desaparecer tantas fotografias de nós,
dos filhos, em fases diferentes de nossa
vida. Parece que as lembranças não ajudam
a recuperação, mas uma continua no
porta-retrato bem à vista, é de um casal
jovem, irradiando saúde, numa praia italiana.
Irene sorri quando lhe mostro a foto e murmura o nome
daquele lugar onde surgiu nosso
amor. Quando? Esse esforço não lhe cobro,
para mim ela continua a mesma de tantos
anos atrás” ...
( Sueli Parente | P&DApsen Farmacêutica
S/A )
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