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Dr. Marcelo Falsi | Foto : Divulgação |
Conforme Marcelo Falsi, dentista e diretor da clínica
DF Odonto e Membro da Penn
Dental University (EUA), o herpes labial é
um problema comum que atinge
pessoas em todos os lugares do mundo. O nome científico
é Herpes Simplex,
e é responsável por uma infinidade
de infecções de pele ou da mucosa.
Recentemente um estudo mostrou que aproximadamente
80% da população mundial,
em idade adulta, esteja acometida com o vírus
em estado latente. Desses, 90%
da população é contaminada
pelo vírus desde a infância - sendo
que apenas 10%
desenvolvem a doença.
O vírus causador do herpes vive em nosso
organismo em estado latente
(ou seja, dormindo), e assim que o nosso corpo dá
uma "brecha",
quando vivenciamos momentos de stresse, baixa resistência
do organismo,
gripe, falta de protetor solar na região
labial ou outro fator que influencie
diretamente em nossa saúde, a doença
acaba se desenvolvendo às vezes
de uma forma mais agressiva, acometendo normalmente
maior área da nossa boca.
Nos dois primeiros dias os sinais e sintomas são
sempre parecidos:
surgem vesículas, parecidas com bolhas d'água
acompanhadas de coceira
e ardência no local infeccionado. No terceiro
dia essas bolhas se rompem
e é nessa transição que o paciente
relata muita dor - além desta ser a fase
mais perigosa, pois ela é transmissível
e contagiosa. Neste estágio são necessários
alguns cuidados, como não compartilhar o
mesmo copo, talheres, beijos na boca,
enfim tudo que seja veículo de transmissão
do vírus.
Por volta do sétimo e 10º dias normalmente
as feridas secam e é comum
surgirem queixas da reincidência da doença,
já que a imunidade é um fator
de suma importância. Uma dica importante neste
período de cicatrização
é evitar manipular a ferida com as mãos
sujas. Caso precise limpá-la,
lave as mãos e passe um algodão com
água e sabão.
Tratamentos
Atualmente existem tratamentos modernos
até na odontologia, que utiliza
o laser como um excelente aliado no tratamento do
herpes labial - principalmente
no estágio inicial da lesão, pois
além de diminuir o ciclo do desenvolvimento
da doença ele diminui consideravelmente as
sua reincidência, pois cria uma
memória imunológica na região
afetada. Em caso de dúvidas, consulte sempre
um cirurgião dentista.
Mais informações : contato@dfodonto.com.br. |