| Foto : ilustração
Câncer de pele é o mais freqüente
no Brasil, com um quarto das
ocorrências. A exposição ao sol
sem cautela é o fator determinante.
O Sol emite raios Ultravioleta A, 95% dos
que atingem a Terra, e Ultravioleta B,
os 5% restantes. A classificação corresponde
ao comprimento de ondas.
Os raios UVA penetram mais profundamente na pele e são
os principais responsáveis
pelo envelhecimento. Com a destruição
da camada de ozônio, os raios UVB, relacionados
ao surgimento do câncer, têm aumentado progressivamente
a incidência na superfície.
A falta de conhecimento pode criar uma falsa sensação
de segurança, gerando
comportamentos inadequados. “O mais importante
é entender que há filtros solares
que reduzem os efeitos das radiações UVA
e UVB, enquanto outros têm apenas ação
anti-UVB. Além do mais, este tipo de produto
não é uma armadura contra sol. É
preciso
passá-lo de maneira correta e em todas as partes
do corpo, além de evitar os horários
de maior incidência solar”, explica Beni
Grinblat, dermatologista do Hospital Albert
Einstein, de São Paulo.
Como escolher
Quatro itens devem ser avaliados a partir de
uma leitura atenta do rótulo:
- fator de proteção;
- apresentação (em gel, oil free, loção,
creme, emulsão ou spray);
- ação (somente contra UVB ou contra UVA
e UVB);
- e se existe na fórmula, além do filtro
químico, algum agente físico (bloqueador
solar).
No caso de pele oleosa, é melhor ficar com as
versões em gel, oil free ou loção.
O creme é mais indicado para pessoas com a cútis
ressecada. Por último, a pele normal
se adapta bem à emulsão ou a qualquer
outro tipo. O spray é o mais prático,
indicado
para áreas extensas do corpo, tais como pernas
e costas.
Peles acneicas (com tendência à formação
de acne) pedem produtos com ação
não-comedogênica, informação
que normalmente ocupa lugar de destaque no rótulo.
Por impedir que a pele fique oleosa, o produto evita
a formação de cravos e espinhas.
Se existe um histórico de alergia, o ideal é
escolher um protetor hipoalergênico,
sem cheiro e com menor possibilidade de causar reações
indesejadas.
O fator de proteção é, na maioria
dos casos, relativo aos raios UVB. Por não haver
padronização seguida pela comunidade médica
internacional para a radiação UVA,
não existe especificação para o
bloqueio desta. Isso explica a ausência de qualquer
referência na maior parte das embalagens. Algumas
poucas marcas colocam o fator
de proteção UVA no rótulo.
A escolha do protetor ideal depende de tolerância
aos raios solares e da cor da pele.
O cálculo é simples: com o fator 15, por
exemplo, a pessoa pode ficar um tempo
15 vezes superior sob o sol para não se queimar
na comparação com o tempo que ela
poderia ficar sem proteção. Os produtos
com fator 30 normalmente dão conta do recado.
Apenas em casos especiais, como o de pessoas albinas,
faz-se necessário um fator
especial de proteção.
O índice de proteção representa
a relação direta entre o tempo que a pessoa
pode ficar
ao Sol e a porcentagem bloqueada de raios solares: Fator
8 (proteção: 87,5%);
15 (93,3%); 20 (95%); 25 (96%); 30 (96,6%); 40 (97,5%)
e 50 (98%).
Como usar
O protetor tem de ser aplicado sobre a pele
seca, 30 minutos antes da exposição
aos raios solares. Com a pele molhada ou em contato
com a areia, pode perder a eficácia.
O fator real de proteção varia de acordo
com a espessura da camada de creme aplicada,
a freqüência da aplicação,
a perspiração (transpiração
insensível e contínua da pele)
e a exposição à água. A
maior parte deles tem suposta ação à
prova d’água
por 80 minutos. Especialmente na praia, em contato com
a água do mar, o produto tende
a perder a eficiência rapidamente. Portanto, deve
ser reaplicado assim que a pessoa sai
da água. O mesmo vale para a prática de
atividades físicas que provoquem transpiração
excessiva. A indicação é sempre
aplicá-lo a cada duas horas.
( Dr. Beni Grinblat, dermatologista do Hospital
Albert Einstein por Ex-Libris Comunicação
Integrada) |