
Adolescência sem traumas
Renata Asprino | Editoria de Saúde
A adolescência é uma fase repleta de novos desafios. Vida social borbulhante,
decisões sobre a futura profissão, descoberta da sexualidade. Transformações
físicas e psicológicas em plena ebulição. Além de todas essas mudanças, 80%
dos jovens têm que encarar um inconveniente bem chato: o surgimento das espinhas.

A acne atinge hoje cerca de 18 milhões de jovens brasileiros entre 13 e 18 anos.
A incidência é maior na puberdade, pois nessa fase há um aumento na produção
de sebo pelas glândulas sebáceas, que associado à obstrução dos poros leva ao
surgimento de cravos e espinhas. É na adolescência também que um hormônio
chamado testosterona começa a ser produzido. Ele age sobre as glândulas sebáceas,
o que aumenta a oleosidade da pele e faz com que cravos e espinhas apareçam
com mais facilidade, com intensidades variáveis e lesões mais ou menos aparentes.

O rosto é geralmente o principal alvo da doença e por se tratar de um local difícil
de esconder, o adolescente fica com seu "problema" exposto o tempo todo. A partir
daí, outros sintomas podem surgir, como baixa auto-estima, alterações repentinas
de humor, timidez e depressão. Sem falar na vergonha de ir à escola, participar
de eventos ou simplesmente dar uma volta no shopping. Mas ninguém precisa deixar
esse tipo de situação acontecer, pois é enfrentando o problema de frente que tudo
se torna mais leve.

Muitos pais de jovens que sofrem com a acne, acham que tudo é coisa da idade,
e que logo vai passar. Mas é importante ressaltar que para
os
adolescentes,
a aparência é algo que conta muito. Além disso, é a saúde
e o bem-estar deles
que estão em jogo. Estabelecer uma relação de apoio e respeito é fundamental.
Por isso a ajuda e o incentivo dos pais na busca por soluções é imprescindível.
Mas o desejo de acabar de vez com as espinhas pode levar tanto
os jovens,
quanto
seus próprios pais, a tomarem atitudes precipitadas. Soluções
milagrosas
não
adiantam e podem resolver apenas em curto prazo. A Organização
Mundial
da Saúde (OMS) considera a acne uma doença e por isso o tratamento deve
ser
precoce e bem orientado, acompanhado por um especialista. O ideal é procurar
um dermatologista, pois ele poderá indicar a melhor terapia para cada caso.
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