| Imagem : ilustração
Sorologia HLA
O teste de compatibilidade é tecnicamente denominado
como Sorologia HLA (Human
Leukocyte Antigen/Antígeno Leucocitário Humano).
Este teste é realizado por meio
da coleta de cerca de 10 ml de sangue de quem receberá
o transplante e dos possíveis
doadores. Basicamente, os diferentes métodos avaliam
as principais glicoproteínas
da superfície das células que vão determinar
uma resposta imunológica do receptor.
Essas glicoproteínas são produzidas por meio
de informações genéticas situadas no
DNA,
mais especificamente no cromossomo 6. Agora vejamos a matemática
dessas combinações:
Cada indivíduo possui 01 par de cromossomos 6, um
que recebeu do pai e um que veio
da mãe. Dessa forma é possível obter
4 diferentes combinações genéticas
para cada filho,
isso, é claro, considerando ausência de possíveis
recombinações, o que também
pode acontecer. Em termos práticos, a chance de 02
irmãos serem compatíveis é de 25%.
A complexidade fica estrondosamente maior quando o doente
não encontra doador
compatível na sua família. Matematicamente
é possível existir em torno de 100 milhões
de combinações possíveis para o sistema
de compatibilidade humano.
“Não estou querendo dizer que a chance de encontrar
um doador compatível seja de 1
para cem milhões, pois esta probabilidade é
aliviada pela tendência de que, algumas
combinações são mais comuns dentro
de cada grupo racial. Esses dados são apenas
para demonstrar o quanto é difícil encontrar
um doador compatível. Isso ocorre também
com as amostras de células-tronco, mesmo em bancos
de sangue de cordão umbilical
ou doadores de medula óssea que possuem um acervo
que representa uma boa amostra
das características raciais locais, como nos EUA,
por exemplo”, afirma o Dr. Nelson Tatsui,
Pesquisador de Células-Tronco, Hematologista, Hemoterapeuta
e Diretor da Criogênesis
– Laboratório de Biotecnologia e Terapia Celular.
Outra dificuldade enfrentada pelas autoridades sanitárias,
são os indivíduos que possuem
haplótipo raro, ou seja, àqueles que apresentam
uma combinação tão rara que se torna
praticamente impossível o encontro de outro ser humano
semelhante no mundo. Dados
do National Marrow Donor Program (NMDP), entidade consagrada
no auxílio ao paciente
norte-americano sem doador compatível, mostra uma
triste realidade: 20 a 30%
da população norte-americana podem ter essa
característica. Por isso, para tentar diminuir
o impacto nos indivíduos com haplotipia rara, o NMDP
possui em seu acervo em torno
de 6 milhões de doadores cadastrados e 200.000 unidades
de sangue de cordão umbilical.
Além disso, recentemente ocorreu aprovação
orçamentária para coleta de mais 150.000
unidades de sangue de cordão umbilical.
Todas essas dificuldades mostram os motivos pelas quais
as famílias no mundo inteiro
procuram, de forma preventiva, guardar o sangue de cordão
umbilical, seja em bancos
privados ou não. Como também, o quanto é
importante participar do registro de doadores
de medula óssea do nosso país.
( Vera Morais )
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