| 16.04.09 :: Giuliano
Mendes | Sortimentos.com + Fotos Elson Sempé
Pedroso | Noize |
“Dias sim, dias não, eu vou sobrevivendo
sem um arranhão, da caridade de quem
me detesta”. Este trecho da letra de O Tempo
Não Para, escrita por Cazuza
e interpretada por Nasi no show da terça-feira
(14-04-09) no Opinião,
em Porto Alegre, reflete o momento atual do ex-vocalista
do Ira! em relação
aos seus ex-companheiros e principalmente o seu
ex-empresário e irmão,
Airton Valadão Rodolfo Junior. Nasi pulou
fora da banda em 2007,
depois de uma briga com seu irmão. “Nunca
mais volto a tocar com eles
(referindo-se aos seus antigos companheiros) e não
quero mais ver meu irmão”,
dispara Nasi.
Durante a apresentação na capital
gaúcha, em que mesclou sucessos
de sua ex-banda com músicas de sua carreira
solo e de outros compositores,
ficou evidente que seus únicos aliados neste
momento são a música, o público,
os amigos verdadeiros e o inseparável whisky
Jack Daniels, que ele bebeu antes,
durante e após o show.
Para ele, a banda já havia terminado em 1995,
quando Nasi teve um caso
com a noiva de Edgard Scandurra na época,
Beatriz, e não contou ao guitarrista.
Somente mais tarde Scandurra soube do ocorrido e
ameaçou bater em Nasi.
Toda esta situação na época
foi abafada em nome da banda, até porque
já havia
shows marcados no Japão. “Naquele momento
preferimos continuar a banda e fazer
a turnê japonesa, mas foi um erro”,
destaca Nasi.
Neste momento de insegurança, em que as duas
lideranças da banda estavam
por baixo, surge a figura de Airton como apaziguador
de nervos. “Foi neste ano
de 95 que ele (Airton) registrou a Ira! Produções
em seu nome sem eu saber”,
critica o vocalista. Ele completa que o público
foi fundamental para a banda
continuar por mais este período, pois a situação
de cada um na banda era
de dar mais atenção aos trabalhos
individuais.
Entre os processos que vem sofrendo e os que entrou
contra seu irmão,
Nasi pretende buscar futuramente na justiça
o direito de poder utilizar o nome Ira!
e neste momento espera a sentença na área
trabalhista, que deve sair em julho.
“Concluí que eu era empregado da agência-produtora,
porque ela registrou
o nome como sócio majoritário, me
pagava fixo, era subordinado.
A minha vontade não prevalecia sobre a dele.
Isso caracteriza vinculo empregatício.
E pleiteei que a Justiça do Trabalho reconheça
direitos que tenho de fundo
de garantia, férias, 13º e outras coisas
mais dos últimos 20 anos”.
Enquanto espera o parecer judicial, Nasi está
a topo vapor na turnê de sua carreira
solo. “Iniciei a agenda de shows neste mês
e para maio já tenho 13 datas
confirmadas”, comemora o vocalista. “Em
2008 fiz aproximadamente 70 shows,
sendo 60 com a minha banda e o restante sendo convidado
por outros artistas.
Minha intenção é continuar
tocando porque o público é o que me
fortalece
em momentos difíceis”, finaliza Nasi.
Seu plano futuro é lançar um DVD,
que atualmente o artista negocia com gravadoras.
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