| 07.05.09 :: Giuliano
Mendes |
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Cinco anos se
passaram desde que O Rappa fez o último show
no Opinião,
em Porto Alegre, e ao mesmo tempo lançou o
último CD de músicas inéditas.
“7 Vezes”, lançado em agosto do
ano passado, segue a mesma linha
de “O Silêncio Q Precede O Esporro”,
de 2003. Letras mais “suaves”
e a mesma sonoridade de cinco anos atrás. As
músicas deste novo trabalho
continuam agradando aos fãs, que tiveram um
“salto” a partir do clássico Lado
B,
Lado A, lançado em 1999, período em
que a banda ainda contava
com as composições de Marcelo Yuka,
baterista e principal letrista.
Desde a saída de Yuka, a banda está
soando mais comercial e menos preocupada
com letras mais críticas. Esta foi a avaliação
de um dos presentes no primeiro
dos dois shows que a banda fará na capital
gaúcha. Para Sérgio Santos, de 48 anos,
O Rappa segue uma “fórmula musical”
para agradar aos fãs mais novos.
“Curto a banda desde o início, e acho
que eles mudaram a maneira de se expressar
para agradar o público mais jovem. De repente
este público não necessite de letras
messiânicas como acontecia antigamente e a banda,
para se promover,
precisa ser mais comercial”, opina Santos.
Para Júlia Queiroz, de 22 anos, que também
conferiu o show do dia 06 de maio,
a banda continua agradando-a e este foi o terceiro
show que esteve presente.
“Curto O Rappa desde 2004 e sou muito fã”,
comenta Júlia. Ela complementa
destacando que a banda é um das suas favoritas
e não vê diferenças
entre as músicas antes e pós Yuka. Vale
lembrar que o antigo baterista
saiu do O Rappa após alegar ter sido expulso
por não concordar com o novo
rumo que a banda vinha seguindo, deixando inimizade
com os outros companheiros.
O certo é que a banda tinha uma cara com Yuka
e outra sem ele.
Isto fica evidente nas composições e
principalmente nas letras.
Mesmo assim, a banda procura não se afastar
completamente da influência
implantada pelo antigo integrante, tanto é
que o vocalista, Marcelo Falcão,
fez discurso favorável ao presidente dos Estados
Unidos Barak Obama
durante o show em Porto Alegre. Mas ainda é
muito pouco para uma banda
que já lançou músicas como A
Minha Alma (A paz que eu não quero)
e Homem Amarelo. |