| 28.07.09 :: Imprensa
Theatro São Pedro |
Depois de Salmo
91 e Calígula, o diretor Gabriel Villela leva
ao palco Vestido
de Noiva, de Nelson Rodrigues, peça considerada
marco inicial do moderno
teatro brasileiro, encenada pela primeira vez em 1943
por Ziembinski.
A montagem é uma combinação de
estilos dramáticos.
A protagonista Alaíde (Leandra Leal) é
uma mulher que vive um triângulo amoroso
com seu marido Pedro (Marcello Antony) e sua irmã
Lúcia (Vera Zimmermann).
Depois de uma discussão com Lúcia, Alaíde
é atropelada. Desacordada, alternando
entre o sonho e a realidade, ela revive passagens de
sua vida: o dia de seu
casamento, o suposto assassinato que cometeu contra
seu marido e os planos
de Pedro e Lúcia de matá-la. Essas lembranças
e alucinações são conduzidas
pela figura de Madame Clessi (Luciana Carnieli), uma
prostituta idolatrada por Alaíde.
A mente da protagonista é povoada ainda pelas
figuras da mãe, dos médicos,
dos jornalistas que cobrem o acidente, das prostitutas
do bordel de Clessi -
personagens vividos pelos outros seis atores do elenco.
Polêmica desde a época da primeira montagem,
Vestido de Noiva integra,
segundo o professor e Dr. Sábato Magaldi, estudioso
de Nelson Rodrigues,
a série de peças psicológicas do
dramaturgo, com uma linguagem forte
que transporta para o palco a profunda angústia
presente nos textos do autor,
que chocam e emocionam o público há gerações
pelo modo cru e abrupto
de retratar a realidade velada da classe média
carioca.
Realidade, memória e alucinação
Estruturado em três planos intercalados que remetem
a diferentes dimensões:
realidade, memória e alucinação.
Em um constante jogo entre realidade
e alucinação, questiona-se a distorção
e a subjetividade da realidade,
bem como as fronteiras entre o real e onírico.
No que se refere aos três planos, o diretor Gabriel
Villela não segue a proposta
arquitetônica de Santa Rosa, cenógrafo
da montagem original de Ziembinski
dos anos 40. Gabriel privilegia o trabalho de ator e
o texto. A passagem para cada
um dos planos recai mais sobre a capacidade dos atores
de contar a história
do que a cenografia em si. "Os três planos
estão presentes originalmente
de acordo com as rubricas do autor. O palco só
não está dividido em três níveis.
A condução do pensamento do espectador
para cada um deles se dá por meio
de outros artifícios que não sejam oriundos
da cenografia, principalmente através
da interpretação e da luz", afirma
o diretor.
Escrita por Nelson Rodrigues em três atos, a encenação
de Gabriel tem dois atos,
divididos por um intervalo de 15 minutos.
“Vestido de Noiva”
:: Onde : Theatro São Pedro
:: Endereço: Praça Marechal Deodoro s/n
:: Temporada : de 21 a 23 de Agosto de 2009 | Sex e
Sáb 21h, Dom 18h
:: Ingressos:
- Platéia: 90,00
- Camarote Central e Cadeira Extra: 80,00
- Camarote Lateral: 60,00
- Galerias: 40,00
:: Mais informações : (51) 3227-5300 |