| 13.07.09 :: Sinara
Oliveira da Silva |
O varejo de
Porto Alegre está apostando em uma melhora no
desempenho
do setor para o segundo semestre deste ano. A expectativa
é da CDL da Capital,
que projeta um crescimento de 3% em relação
aos seis primeiros meses do ano.
“A tendência é que as vendas não
sejam tão afetadas pela crise, como ocorreu
no primeiro semestre. Mas isso não significa
que o momento de turbulência
já passou”, avalia Vilson Noer, presidente
da CDL Porto Alegre. O desempenho
de vendas no primeiro semestre fechou em -0,67%, em
relação ao mesmo período
do ano passado.
Para os próximos meses, especialmente o 4º
trimestre do ano, o setor
acredita em um bom desempenho, alavancado pela queda
nas taxas de juros
e pela retomada da área industrial. “Seremos
beneficiados pelo desafio
que a indústria brasileira tem pela frente: atender
a demanda interna em relação
aos mais diversos setores de produção.
Isso fará com que os empregos
sejam mantidos – um dos fatores que impactam na
confiança do consumidor
e se refletem nas vendas”, analisa o dirigente.
Outro ponto importante para sustentar esta crença
diante do segundo semestre
são os níveis de inadimplência.
Os resultados estão estáveis e em junho
houve
uma queda de 2,5% em relação a maio, fechando
o mês em 11,6%.
Desempenho setorial
Mesmo com desempenho negativo na média, o primeiro
semestre foi de boas
vendas para alguns setores como perfumaria, material
de construção, ótica
e assessórios de veículos. Esses segmentos
acabaram compensando o desempenho
mais fraco de áreas como confecções,
tecidos, calçados, material esportivo,
eletroeletrônicos e móveis.
Uma das causas para essa disparidade, segundo Noer,
é a redução concedida
pelo Governo sobre o Imposto de Produtos Industrializados
(IPI). “Ocorre que
a renda do consumidor é estática. Se um
setor recebe incentivo e vende mais,
outros acabam contabilizando resultados negativos. É
a velha história do cobertor
curto”. |