Atenção, senhores passageiros! O
poeta gaúcho Ricardo Silvestrin embarca
numa jornada pela literatura infanto-juvenil, a
primeira pela Cosac Naify.
Na bagagem, Transpoemas, homenagem aos meios de
transporte, novos e antigos.
Nesta viagem por terra, água e ar, há
lugar para o avião, o metrô, a bicicleta,
o submarino, e outros veículos menos convencionais
– se é que podem
ser chamados de transportes –, como o disco
voador, o carrinho de supermercado,
a prancha de surfe e o tapete voador.
Em dezoito poemetos rimados, Silvestrin utiliza
recursos como aliterações,
onomatopéias e jogos de palavras para reproduzir,
pela sonoridade,
alguma característica peculiar ao transporte
celebrado. Em outros casos,
é o humor que surpreende o leitor. Como no
poema “O trem”:
O trem
O trem em em em
tem vagão gão gão gão
e apiiiiiiiiiiita
quando chega na estação
As divertidas ilustrações do gravurista
e pintor Apo Fousek invadem gradativamente
as páginas, à medida que a poesia
dedicada àquele transporte ganha a cena.
O livro é transformado em uma movimentada
via, por onde circulam textos
e imagens. Em seu projeto gráfico, Transpoemas
tem unidade circular e possibilita
duas leituras, a partir da capa ou do verso dela:
cada meio de locomoção
pode somar-se aos anteriores ou abrir passagem,
até o fim do “congestionamento”.
A brincadeira começa (ou termina) na orelha
do livro. “Depoimentos” de seis
“leitores” criticam ou elogiam o livro
de Silvestrin. Tem o guarda denunciando
o descaso com as leis de trânsito, o pedestre
no contraponto, elogiando
a boa sinalização da obra e até
uma bibliotecária, reconhecendo a originalidade
dos poemas.
Ricardo Silvestrin
Nasceu na cidade de Porto Alegre (rs), em 1963.
Como é filho de um paulista
e de uma gaúcha, considera-se um “paulistucho”.
Ou “gaulista”. Além de poesia,
também escreve contos, crônicas e romances.
E quando sobra um tempinho,
compõe músicas. Até canta em
uma banda: os poets. É colunista do jornal
Zero Hora
e apresenta, na rádio Ipanema fm, o programa
Transmissão de Pensamento.
Recebeu o Prêmio Açorianos pelas obras
O menos vendido (Nankin, 2007)
e Palavra mágica (Massao Ohno, 1995), para
adultos, e Pequenas observações
sobre a vida em outros planetas (Salamandra, 2004),
para as crianças.
Apoenan Fousek
Nasceu em 1974 e desenha desde os três anos
de idade. Seus transportes favoritos
são a prancha de surfe e o skate. Saiu de
São Paulo rumo ao litoral para ficar mais
perto do mar. A paixão pelo esporte e a escolha
por um estilo de vida compromissado
com a natureza são visíveis em sua
arte. Gravurista e pintor, Apo já participou
de exposições coletivas e mostras
individuais, como a Some Things (2008),
na galeria Volcom sp Store, marca californiana que
apóia o artista em seus projetos.

Sessão de Autógrafos, sexta-feira, dia
14 de novembro, às 17h30.