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A
crise financeira iniciada nos Estados Unidos se alastrou
mundo afora e pauta
as principais capas de revistas e telejornais. Ciente
da importância da atual
conjuntura, a UseFashion ouviu profissionais do setor
de moda.
Com base em pesquisa realizada pela UseFashion com
748 usuários do sistema
de informações, traçou uma radiografia
do panorama nacional. Os participantes,
de todo o Brasil, responderam a 11 perguntas entre
28 de outubro e 4 de novembro,
e apresentaram suas visões de oportunidades
e desafios para o biênio 2009/2010.
A amostra foi composta por 318 fabricantes de produtos
prontos, 172 prestadores
de serviço, 171 varejistas, 61 estudantes,
15 indústrias de matéria prima
e de maquinário e 11 indústrias de componentes.
Cerca de 60% trabalham
com vestuário feminino, 34% com vestuário
masculino, 23% com vestuário infantil.
Além disso, 34% indicaram atuação
em acessórios, 20% em jeans, 25% em bolsas
e 26% em calçados ( a soma das percentagens
ultrapassa 100%, foi possível
marcar mais de uma alternativa).
Quase metade dos entrevistados concluiu que a crise
já impactou negativamente
seu negócio (368 respostas). Em grande parte,
isso acontece devido à redução
na oferta de crédito, segundo 38% da amostra.
A perspectiva para o futuro,
contudo, é promissora. Enquanto que 345 respondentes
ressaltaram que a projeção
para os próximos dois anos não foi alterada,
121 afirmaram que o cenário pós-crise
é melhor que o que tinham antes. Apenas 282
pessoas, 38% da amostra,
consideraram que a crise piorou o cenário para
seus negócios em 2009/2010.
Oportunidades e ameaças: Como já era
de se esperar, o setor de moda
está se voltando para o mercado interno. São
53% dos respondentes
que consideram que as melhores oportunidades para
os negócios de moda
estão no Brasil, e 33% aqueles que acreditam
que é justamente no Brasil
que estarão os principais concorrentes. Por
ordem de oportunidades,
também aparecem Europa (20%), Ásia (13%),
América Latina (7%)
e a combalida América do Norte com (3%).
Além do Brasil, os concorrentes tendem a vir
da China (68%), Índia (18%),
Estados Unidos (6%), Vietnã e Itália
(5%), entre outros (novamente, a soma
pode ultrapassar 100%). Países menos mencionados
são Tailândia e Bangladesh,
lembrados pelas empresas de matéria prima/maquinário.
A importância da informação de
moda: Em tempos de incertezas,
os 748 respondentes da pesquisa consideraram que os
sistemas de informação
de tendências de moda são relevantes
ou muito relevantes (18% e 58%,
respectivamente).
A moda no Brasil: Segundo dados recentes do Instituto
Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), a indústria brasileira
de moda emprega mais de 1,65 milhões
de pessoas - respondendo por 45% dos empregos da indústria
do país. Além disso,
a área contribui com 13,5% do PIB Industrial
Brasileiro.
Líder em pesquisa para o mercado de moda, a
UseFashion atua nos segmentos
de vestuário, calçados, bolsas e acessórios
para os públicos feminino, masculino
e infantil. Com linguagem direta e direcionada, tem
o objetivo de antecipar
tendências para que seus clientes tenham sucesso
em seus negócios
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