|
A FENIM mais uma vez alcançou seus objetivos.
A 13ª edição da Feira Nacional
da Moda Inverno, encerrada no dia 30 de Janeiro, no
Centro de Eventos do Serra
Park, em Gramado, cresceu em número de marcas
e no volume de negócios.
A despeito da onda de apreensão que vem rodeando
o mercado globalizado,
a indústria de confecção nacional
não está se abalando, pelo menos até
aqui.
O setor têxtil e de confecção
brasileiro tem perspectivas positivas de crescimento
de produção neste ano, especialmente
para o mercado interno, segundo
a ABIT – Associação Brasileira
da Indústria Têxtil e de Confecção.
O público total, nos quatro dias da feira,
foi de 31.822 visitantes.
Esta 13ª edição recebeu lojistas
de 22 estados brasileiros: - Rio Grande do Sul,
Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal,
Espírito Santo, Goiás,
Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará,
Paraíba, Pernambuco,
Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte,
Roraima, Santa Catarina, Sergipe,
São Paulo e Tocantins –, e compradores
de 19 países: Argentina, Canadá, Chile,
Colômbia, Costa Rica, Espanha, Estados Unidos,
Guatemala, Holanda, Itália, México,
Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal,
República Dominicana, Uruguai
e Venezuela.
Cerca de 600 expositores participaram da FENIM Inverno
2009, mostrando
as tendências da moda outono/inverno de mais
de 1.200 marcas, dos segmentos
feminino, masculino e infanto-juvenil, além
de lingeries, underwear e acessórios,
sem falar nas tecelagens.
Embora as empresas participantes não divulguem
números consolidados,
cada expositor, em média, conseguiu comercializar
de dois a três meses de produção.
No geral, os negócios foram em média
30% maiores que em 2008 para a grande
maioria dos expositores da FENIM. Os percentuais de
crescimento variaram
de acordo com os muitos segmentos expostos na feira.
MODA MASCULINA NA FENIM 2009
Para o segmento de moda masculina, esta edição
da FENIM foi surpreendentemente
melhor. Para expositores como a INTERGRIFFES de SP,
que comercializa as marcas
PIERRE CARDIN, TED LAPIDUS e YVES SAINT LAURENT, o
volume de negócios vem
melhorando a cada edição. Se em 2008
os resultados foram ótimos, nesta edição
foram melhores ainda. Além de saírem
da feira com 3 meses de produção
comercializada, novos contatos garantem projeções
otimistas para toda a estação.
Para os já tradicionais expositores da FENIM,
fieis parceiros da mostra desde
sua primeira edição, o resultado também
foi muito expressivo. Para a APA, do RJ,
o volume de negócios foi 40% maior que a edição
anterior, que já foi muito boa,
declarou ELiene Costa, gerente de vendas da marca.
Para Élio Oliveira da FIDELI,
as vendas foram muito boas, garantindo 40% das vendas
da marca para a estação.
A mesma satisfação foi manifestada por
Renato Krindges, da paranaense KRINDGES,
que manteve suas vendas em alta nos quatro dias da
feira. E essa opinião foi
compartilhada por outras marcas de expressão,
também fabricantes de ternos,
camisas, roupas masculinas em geral, e até
mesmo pelos produtores de gravataria
e acessórios masculinos, como a SCHIAFINE,
tradicional produtora de gravatas
que fechou excelentes negócios e abriu novos
clientes, conforme Edi Saraiva,
gerente da marca. Para a SCALABRIN, fabricante de
underwear masculino,
que segundo Roberto Diniz participa pela 11ª
vez da FENIM, a feira continua
sendo uma excelente porta de entrada para as vendas
da estação e,
mais uma vez ele sai satisfeito com as vendas e novos
contatos na feira.
MALHARIAS CIRCULARES
Outro segmento importante da indústria
de confecção se manifestou totalmente
satisfeito com esta 13ª edição:
as malharias circulares de grande expressão
no país.
A mais antiga delas e uma das mais importantes indústrias
de confecção do país,
com 129 anos de atividades, a Cia. HERING, declarou
um crescimento de 30%
em relação ao ano anterior. Segundo
Cláudio Hering Meyer, gerente comercial
da empresa, sua equipe de vendas sai muito satisfeita
com o grande movimento
desta FENIM, e não só com o volume de
vendas efetuado pelas três marcas:
HERING, PUC e DZARM, mas também pelas muitas
prospecções realizadas
durante a feira.
MODA INFANTIL
Os Expositores de moda infantil também
saem super satisfeitos desta edição.
Para Germano Costa Gerente de Vendas da BRANDILI,
indústria de malharia
circular voltada a confecção de moda
infanto-juvenil bebê, de Apiuna (SC):
“A feira foi muito boa, do primeiro ao ultimo
dia, fechamos grandes negócios,
fizemos novos contatos, os clientes aprovaram 100%
a nova coleção de todas
as marcas comercializadas pela BRANDILI, portanto,
nosso saldo foi muito positivo”.
Já para a MARCIA BARBIERI, marca de moda infantil
de alta qualidade:
“esta edição para nós foi
acima das expectativas, vendemos 80% a mais
que o previsto”, segundo Ariovaldo Frandes.
MODA FEMIMINA e MALHARIAS RETILINEAS
Para os fabricantes de moda feminina, sobretudo
as malharias retilíneas,
o volume de vendas, na feira apontou ótimos
resultados também, principalmente
pelo produto pontual de inverno, tricôs em fios
mais encorpados, que foram vedetes
desta FENIM, apresentando um mix de propostas extremamente
variado.
Coleções muito bonitas enfatizando a
arte da produção industrial aliada ao
charme
do acabamento artesanal destacaram muitas empresas
que saíram satisfeitas
com as vendas realizadas nos 4 dias da feira. A tradicional
FRIOLÃ,
de Caxias do Sul, fechou ótimos negócios,
abriu novos clientes e garantiu
um melhor resultado que em 2008, segundo Rafaela Tomazzone,
proprietária
da marca. Para a MALHARIA ANSELMI, não foi
diferente. “a feira foi excelente,
fechamos muitos negócios, fizemos vários
contatos novos e estamos saindo
da FENIM muito satisfeitos”, declarou Maria
de Lourdes Anselmi.
Expositores estreantes, embora sem parâmetros
para comparações,
também se mostraram completamente satisfeitos.
A TON ÂGE, confecção de moda
feminina de Porto Alegre vendeu muito bem nos 4 dias,
fechou 72 novos clientes
na feira, superando as expectativas de sua proprietária
Laís e de toda sua equipe.
Até mesmo para LIANE NEVES, que lançou
sua marca de produtos especiais
para fotógrafos profissionais, LIANE NEVES
BY BANNYPEL, o retorno foi excelente.
Uma estreante no mercado de moda, Liane pôde
sentir de perto a reação do público
comprador e saiu da feira muito otimista com os contatos
feitos durante a FENIM.
Outro estreante na FENIM de INVERNO, o MEGAPOLO MODA,
o movimento
nesta edição foi muito satisfatório,
acima das expectativas. Segundo sua diretoria,
todos os participantes do Grupo de Confecções
vindas de São Paulo saem da FENIM
com cerca de 60 dias de produção garantidos.
LINGERIES DIA E NOITE – Underwear,
Homewear, Meias
Para os expositores de Lingeries, Dia e Noite,
não foi diferente. Para Marcelo Recco,
titular da RECCO, de Santa Catarina, especializada
em Lingerie Noite: “esta edição
foi muito boa, vendemos muito bem e, principalmente,
tivemos uma visitação
de qualidade”. A mesma opinião foi compartilhada
por Eleonora Erthal, da MONTHAL,
do Rio de Janeiro, de Lingerie Noite feminina. Para
Rúbia Leite, da JUST FOR MEN,
idem. “Saímos satisfeitos, a feira para
nós foi muito boa, com um saldo muito positivo
nas vendas, fechamos novos contatos e esperamos ansiosos
pela próxima edição”.
Para a PUKET, tradicional fabricante de meias que
retorna a FENIM depois de vários
anos, sua “reestréia” não
poderia ter sido melhor: “Atingimos nossos objetivos,
obtivemos grande visibilidade para os novos lançamentos,
nosso homewear
que trouxemos para estrear aqui, e abrimos ótimos
negócios, sobretudo,
com grandes grupos da região sul. Enfim, saímos
com mais de 1.000 de reais
em negócios fechados na feira e pretendemos
repetir nossa participação na edição
de Verão da FENIM” - declarou M. Padula,
gerente geral da marca.
JEANSWEAR E SURFWEAR
Nos segmentos de moda jovem a unanimidade
também marcou a opinião
dos grandes fabricantes, de expositores como a MORMAII,
pelo grande movimento
em seu stand e pelos novos contatos e negócios
gerados. Para a PACIFIC BLUE,
segundo Augusto Ricardo, a feira foi tão boa
que estarão retornando prontamente
na edição de Verão. O mesmo para
a VILEJACK Jeans. Para Rodrigo Silva
da SIX ONE, o movimento foi ótimo. Para Ramon
da estreante OSMOZE:
“Saímos da FENIM muito satisfeitos, com
mais de 500 mil peças vendidas”.
Para André da COBRA D’AGUA: “o
resultado foi excelente, explodimos em vendas
e estaremos na edição de Verão
da FENIM de Junho, sem dúvida”. Para
Sérgio Pucksenas, gerente da NICOBOCO: “a
feira foi ótima pra nós e vendemos nos
4 dias
20% da nossa produção de inverno, aliás,
pra nós esta edição foi 20% maior
em volume de vendas que a edição anterior,
de 2008.”
IMPORTADORES
Também entre os grandes importadores
desta 13ª edição, os negócios
foram muito
positivos. Para Samir Osman da MELTEX: “Esta
edição foi entre 25 e 30% maior
que a edição anterior. Recebemos clientes
mais conscientes, o nível de compradores,
aliás, foi superior e as compras mais seletivas.
Esgotamos as vendas de nossos
lançamentos, como da marca PUCCA, por exemplo.
Outro fator importante pra nós,
foi o retorno imediato que tivemos com nossa participação
no Desfile Geral da feira,
dando grande visibilidade a algumas marcas que levamos
para as passarelas:
OP, RED NOSE e MELTEX. Foi tudo tão bom, que
eu posso dizer que a tal crise
passou bem longe da FENIM”.
Para a PUCCINI, uma das mais antigas importadoras
do país, a FENIM 2009
foi muito boa. Segundo Zaher Daloui, titular da empresa,
as expectativas
foram atingidas e 40% do volume de produtos destinados
a esta temporada,
foram garantidos nos 4 dias da mostra.
TECELAGENS
Encabeçando a lista de depoimentos
das tecelagens presentes nesta 13ª edição,
a SANTANA TEXTILES, representando um grupo de 3 marcas,
expostas em um
estande conceitual de expressiva comunicação
visual, resumiu nas palavras
de Manoel Veldeci, o desempenho positivo da empresa
durante os 4 dias:
“Tivemos uma feira muito boa: a qualidade no
nível de compradores
foi surpreendente, aliás, muito melhor em relação
à edição anterior,
além de termos tido uma ótima oportunidade
para lançar uma nova marca
– a BEM - registramos crescimento no volume
de negócios, prospectamos novos
contatos e até consolidamos 18 novos clientes
do Paraná, o que dispensa maiores
considerações”, Concluiu Manoel.
Para a DOPTEX, de São Paulo, o desempenho comercial
também foi muito bom.
Segundo Dirceu Casagrande, executivo da empresa, em
termos de vendas
esta edição foi ótima, “tivemos
mais de 500 visitantes nestes 4 dias, recebemos
muitos clientes novos, preparamos muita pilotagem
e saímos satisfeitos
com os resultados, de maneira geral”, pontuou
Dirceu.
A Tecelagem SILVA SANTOS, detentora da marca KOWARICK,
que no evento
lançou 2 marcas voltadas para os segmentos
de camisaria e alfaiataria
de alto padrão – Camiceria Suprema Kowarick
e Sartoria Suprema Kowarick
– estima que os negócios realizados durante
a FENIM devam superar em 10%
os resultados obtidos na edição passada.
“Sem dúvida, esta edição
da feira
foi fundamental para apresentarmos aos clientes as
novidades do nosso portfólio
de produtos e também o novo direcionamento
estratégico que adotamos
para ganhar competitividade no mercado”, analisa
Renato Hojda, Diretor Comercial
da empresa. Segundo Hojda, além dos negócios
realizados e a abertura de novos
clientes nas regiões sul e sudeste durante
o evento, a participação deverá
contribuir
para as vendas do primeiro trimestre do ano. “Outro
detalhe importante foi
que não percebemos um clima negativo por causa
da crise financeira internacional.
Os clientes compareceram, fato que sinaliza confiança
na rápida retomada
dos negócios já no primeiro semestre”,
completou o executivo.
FENIM 2009 CUMPRIU O SEU PAPEL
Como propiciar um resultado comercial significativo
é uma das diretrizes
que norteiam a FENIM, esse “perfil comprador”
dos lojistas é fundamental e,
mais do que isso, perseguido por todos. “Não
se trata de uma simples feira
de exposição de produtos, a FENIM é
um encontro de negócios. Buscamos
sempre trazer lojistas dispostos a comprar”,
diz Julio Vianna, diretor da Expovest,
empresa promotora da FENIM. “Para nós
o mais importante é ver a satisfação
estampada na expressão dos expositores da FENIN
e, sobretudo, a repercussão
desse resultado junto aos lojistas nacionais e compradores
internacionais
que encontraram em nossa feira os produtos com o nível
de qualidade esperado".
Conclui Julio Viana.
A partir desse posicionamento, confirma-se que o lojista
é o foco principal da FENIM.
A feira vem investindo no aprimoramento dos serviços
para o público, que responde
crescendo a cada edição. Com isso, o
interesse dos expositores também aumenta
e a FENIM vai evoluindo ano após ano, sendo
hoje considerada a maior feira
do segmento na América Latina.
Para Julio Viana, a FENIM agora deverá se manter
no patamar atual, sem expandir
muito mais em numero de expositores, com um numero
médio de oferta compatível
com a região e para poder continuar atendendo
a todos com a mesma qualidade
de serviços. O que promete crescer é
o volume de negócios de todos,
já que a FENIM conseguiu reunir até
aqui, fabricantes e indústrias de grande
qualidade e alto nível produtivo.
|