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FENIM MODA INVERNO 2009
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BALANÇO FENIM INVERNO 2009
CRISE PASSA LONGE DA FENIM 2009
30.01.09 :: Solange Motta
13ª edição da Feira Nacional
da Indústria da Moda Inverno
encerra registrando um público
de 32 mil pessoas e um crescimento
médio de 30% no volume
de negócios, com destaque
para lojistas de 22 estados
brasileiros e compradores
internacionais de 19 países.

A FENIM mais uma vez alcançou seus objetivos. A 13ª edição da Feira Nacional
da Moda Inverno, encerrada no dia 30 de Janeiro, no Centro de Eventos do Serra
Park, em Gramado, cresceu em número de marcas e no volume de negócios.

A despeito da onda de apreensão que vem rodeando o mercado globalizado,
a indústria de confecção nacional não está se abalando, pelo menos até aqui.
O setor têxtil e de confecção brasileiro tem perspectivas positivas de crescimento
de produção neste ano, especialmente para o mercado interno, segundo
a ABIT – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção.


O público total, nos quatro dias da feira, foi de 31.822 visitantes.

Esta 13ª edição recebeu lojistas de 22 estados brasileiros: - Rio Grande do Sul,
Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás,
Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco,
Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Santa Catarina, Sergipe,
São Paulo e Tocantins –, e compradores de 19 países: Argentina, Canadá, Chile,
Colômbia, Costa Rica, Espanha, Estados Unidos, Guatemala, Holanda, Itália, México,
Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, República Dominicana, Uruguai
e Venezuela.

Cerca de 600 expositores participaram da FENIM Inverno 2009, mostrando
as tendências da moda outono/inverno de mais de 1.200 marcas, dos segmentos
feminino, masculino e infanto-juvenil, além de lingeries, underwear e acessórios,
sem falar nas tecelagens.

Embora as empresas participantes não divulguem números consolidados,
cada expositor, em média, conseguiu comercializar de dois a três meses de produção.
No geral, os negócios foram em média 30% maiores que em 2008 para a grande
maioria dos expositores da FENIM. Os percentuais de crescimento variaram
de acordo com os muitos segmentos expostos na feira.


MODA MASCULINA NA FENIM 2009
Para o segmento de moda masculina, esta edição da FENIM foi surpreendentemente
melhor. Para expositores como a INTERGRIFFES de SP, que comercializa as marcas
PIERRE CARDIN, TED LAPIDUS e YVES SAINT LAURENT, o volume de negócios vem
melhorando a cada edição. Se em 2008 os resultados foram ótimos, nesta edição
foram melhores ainda. Além de saírem da feira com 3 meses de produção
comercializada, novos contatos garantem projeções otimistas para toda a estação.
Para os já tradicionais expositores da FENIM, fieis parceiros da mostra desde
sua primeira edição, o resultado também foi muito expressivo. Para a APA, do RJ,
o volume de negócios foi 40% maior que a edição anterior, que já foi muito boa,
declarou ELiene Costa, gerente de vendas da marca. Para Élio Oliveira da FIDELI,
as vendas foram muito boas, garantindo 40% das vendas da marca para a estação.
A mesma satisfação foi manifestada por Renato Krindges, da paranaense KRINDGES,
que manteve suas vendas em alta nos quatro dias da feira. E essa opinião foi
compartilhada por outras marcas de expressão, também fabricantes de ternos,
camisas, roupas masculinas em geral, e até mesmo pelos produtores de gravataria
e acessórios masculinos, como a SCHIAFINE, tradicional produtora de gravatas
que fechou excelentes negócios e abriu novos clientes, conforme Edi Saraiva,
gerente da marca. Para a SCALABRIN, fabricante de underwear masculino,
que segundo Roberto Diniz participa pela 11ª vez da FENIM, a feira continua
sendo uma excelente porta de entrada para as vendas da estação e,
mais uma vez ele sai satisfeito com as vendas e novos contatos na feira.


MALHARIAS CIRCULARES
Outro segmento importante da indústria de confecção se manifestou totalmente
satisfeito com esta 13ª edição: as malharias circulares de grande expressão no país.
A mais antiga delas e uma das mais importantes indústrias de confecção do país,
com 129 anos de atividades, a Cia. HERING, declarou um crescimento de 30%
em relação ao ano anterior. Segundo Cláudio Hering Meyer, gerente comercial
da empresa, sua equipe de vendas sai muito satisfeita com o grande movimento
desta FENIM, e não só com o volume de vendas efetuado pelas três marcas:
HERING, PUC e DZARM, mas também pelas muitas prospecções realizadas
durante a feira.


MODA INFANTIL
Os Expositores de moda infantil também saem super satisfeitos desta edição.
Para Germano Costa Gerente de Vendas da BRANDILI, indústria de malharia
circular voltada a confecção de moda infanto-juvenil bebê, de Apiuna (SC):
“A feira foi muito boa, do primeiro ao ultimo dia, fechamos grandes negócios,
fizemos novos contatos, os clientes aprovaram 100% a nova coleção de todas
as marcas comercializadas pela BRANDILI, portanto, nosso saldo foi muito positivo”.
Já para a MARCIA BARBIERI, marca de moda infantil de alta qualidade:
“esta edição para nós foi acima das expectativas, vendemos 80% a mais
que o previsto”, segundo Ariovaldo Frandes.


MODA FEMIMINA e MALHARIAS RETILINEAS
Para os fabricantes de moda feminina, sobretudo as malharias retilíneas,
o volume de vendas, na feira apontou ótimos resultados também, principalmente
pelo produto pontual de inverno, tricôs em fios mais encorpados, que foram vedetes
desta FENIM, apresentando um mix de propostas extremamente variado.
Coleções muito bonitas enfatizando a arte da produção industrial aliada ao charme
do acabamento artesanal destacaram muitas empresas que saíram satisfeitas
com as vendas realizadas nos 4 dias da feira. A tradicional FRIOLÃ,
de Caxias do Sul, fechou ótimos negócios, abriu novos clientes e garantiu
um melhor resultado que em 2008, segundo Rafaela Tomazzone, proprietária
da marca. Para a MALHARIA ANSELMI, não foi diferente. “a feira foi excelente,
fechamos muitos negócios, fizemos vários contatos novos e estamos saindo
da FENIM muito satisfeitos”, declarou Maria de Lourdes Anselmi.

Expositores estreantes, embora sem parâmetros para comparações,
também se mostraram completamente satisfeitos. A TON ÂGE, confecção de moda
feminina de Porto Alegre vendeu muito bem nos 4 dias, fechou 72 novos clientes
na feira, superando as expectativas de sua proprietária Laís e de toda sua equipe.
Até mesmo para LIANE NEVES, que lançou sua marca de produtos especiais
para fotógrafos profissionais, LIANE NEVES BY BANNYPEL, o retorno foi excelente.
Uma estreante no mercado de moda, Liane pôde sentir de perto a reação do público
comprador e saiu da feira muito otimista com os contatos feitos durante a FENIM.

Outro estreante na FENIM de INVERNO, o MEGAPOLO MODA, o movimento
nesta edição foi muito satisfatório, acima das expectativas. Segundo sua diretoria,
todos os participantes do Grupo de Confecções vindas de São Paulo saem da FENIM
com cerca de 60 dias de produção garantidos.


LINGERIES DIA E NOITE – Underwear, Homewear, Meias
Para os expositores de Lingeries, Dia e Noite, não foi diferente. Para Marcelo Recco,
titular da RECCO, de Santa Catarina, especializada em Lingerie Noite: “esta edição
foi muito boa, vendemos muito bem e, principalmente, tivemos uma visitação
de qualidade”. A mesma opinião foi compartilhada por Eleonora Erthal, da MONTHAL,
do Rio de Janeiro, de Lingerie Noite feminina. Para Rúbia Leite, da JUST FOR MEN,
idem. “Saímos satisfeitos, a feira para nós foi muito boa, com um saldo muito positivo
nas vendas, fechamos novos contatos e esperamos ansiosos pela próxima edição”.

Para a PUKET, tradicional fabricante de meias que retorna a FENIM depois de vários
anos, sua “reestréia” não poderia ter sido melhor: “Atingimos nossos objetivos,
obtivemos grande visibilidade para os novos lançamentos, nosso homewear
que trouxemos para estrear aqui, e abrimos ótimos negócios, sobretudo,
com grandes grupos da região sul. Enfim, saímos com mais de 1.000 de reais
em negócios fechados na feira e pretendemos repetir nossa participação na edição
de Verão da FENIM” - declarou M. Padula, gerente geral da marca.


JEANSWEAR E SURFWEAR
Nos segmentos de moda jovem a unanimidade também marcou a opinião
dos grandes fabricantes, de expositores como a MORMAII, pelo grande movimento
em seu stand e pelos novos contatos e negócios gerados. Para a PACIFIC BLUE,
segundo Augusto Ricardo, a feira foi tão boa que estarão retornando prontamente
na edição de Verão. O mesmo para a VILEJACK Jeans. Para Rodrigo Silva
da SIX ONE, o movimento foi ótimo. Para Ramon da estreante OSMOZE:
“Saímos da FENIM muito satisfeitos, com mais de 500 mil peças vendidas”.
Para André da COBRA D’AGUA: “o resultado foi excelente, explodimos em vendas
e estaremos na edição de Verão da FENIM de Junho, sem dúvida”. Para Sérgio Pucksenas, gerente da NICOBOCO: “a feira foi ótima pra nós e vendemos nos 4 dias
20% da nossa produção de inverno, aliás, pra nós esta edição foi 20% maior
em volume de vendas que a edição anterior, de 2008.”


IMPORTADORES
Também entre os grandes importadores desta 13ª edição, os negócios foram muito
positivos. Para Samir Osman da MELTEX: “Esta edição foi entre 25 e 30% maior
que a edição anterior. Recebemos clientes mais conscientes, o nível de compradores,
aliás, foi superior e as compras mais seletivas. Esgotamos as vendas de nossos
lançamentos, como da marca PUCCA, por exemplo. Outro fator importante pra nós,
foi o retorno imediato que tivemos com nossa participação no Desfile Geral da feira,
dando grande visibilidade a algumas marcas que levamos para as passarelas:
OP, RED NOSE e MELTEX. Foi tudo tão bom, que eu posso dizer que a tal crise
passou bem longe da FENIM”.

Para a PUCCINI, uma das mais antigas importadoras do país, a FENIM 2009
foi muito boa. Segundo Zaher Daloui, titular da empresa, as expectativas
foram atingidas e 40% do volume de produtos destinados a esta temporada,
foram garantidos nos 4 dias da mostra.


TECELAGENS
Encabeçando a lista de depoimentos das tecelagens presentes nesta 13ª edição,
a SANTANA TEXTILES, representando um grupo de 3 marcas, expostas em um
estande conceitual de expressiva comunicação visual, resumiu nas palavras
de Manoel Veldeci, o desempenho positivo da empresa durante os 4 dias:
“Tivemos uma feira muito boa: a qualidade no nível de compradores
foi surpreendente, aliás, muito melhor em relação à edição anterior,
além de termos tido uma ótima oportunidade para lançar uma nova marca
– a BEM - registramos crescimento no volume de negócios, prospectamos novos
contatos e até consolidamos 18 novos clientes do Paraná, o que dispensa maiores
considerações”, Concluiu Manoel.

Para a DOPTEX, de São Paulo, o desempenho comercial também foi muito bom.
Segundo Dirceu Casagrande, executivo da empresa, em termos de vendas
esta edição foi ótima, “tivemos mais de 500 visitantes nestes 4 dias, recebemos
muitos clientes novos, preparamos muita pilotagem e saímos satisfeitos
com os resultados, de maneira geral”, pontuou Dirceu.

A Tecelagem SILVA SANTOS, detentora da marca KOWARICK, que no evento
lançou 2 marcas voltadas para os segmentos de camisaria e alfaiataria
de alto padrão – Camiceria Suprema Kowarick e Sartoria Suprema Kowarick
– estima que os negócios realizados durante a FENIM devam superar em 10%
os resultados obtidos na edição passada. “Sem dúvida, esta edição da feira
foi fundamental para apresentarmos aos clientes as novidades do nosso portfólio
de produtos e também o novo direcionamento estratégico que adotamos
para ganhar competitividade no mercado”, analisa Renato Hojda, Diretor Comercial
da empresa. Segundo Hojda, além dos negócios realizados e a abertura de novos
clientes nas regiões sul e sudeste durante o evento, a participação deverá contribuir
para as vendas do primeiro trimestre do ano. “Outro detalhe importante foi
que não percebemos um clima negativo por causa da crise financeira internacional.
Os clientes compareceram, fato que sinaliza confiança na rápida retomada
dos negócios já no primeiro semestre”, completou o executivo.


FENIM 2009 CUMPRIU O SEU PAPEL
Como propiciar um resultado comercial significativo é uma das diretrizes
que norteiam a FENIM, esse “perfil comprador” dos lojistas é fundamental e,
mais do que isso, perseguido por todos. “Não se trata de uma simples feira
de exposição de produtos, a FENIM é um encontro de negócios. Buscamos
sempre trazer lojistas dispostos a comprar”, diz Julio Vianna, diretor da Expovest,
empresa promotora da FENIM. “Para nós o mais importante é ver a satisfação
estampada na expressão dos expositores da FENIN e, sobretudo, a repercussão
desse resultado junto aos lojistas nacionais e compradores internacionais
que encontraram em nossa feira os produtos com o nível de qualidade esperado".
Conclui Julio Viana.

A partir desse posicionamento, confirma-se que o lojista é o foco principal da FENIM.
A feira vem investindo no aprimoramento dos serviços para o público, que responde
crescendo a cada edição. Com isso, o interesse dos expositores também aumenta
e a FENIM vai evoluindo ano após ano, sendo hoje considerada a maior feira
do segmento na América Latina.

Para Julio Viana, a FENIM agora deverá se manter no patamar atual, sem expandir
muito mais em numero de expositores, com um numero médio de oferta compatível
com a região e para poder continuar atendendo a todos com a mesma qualidade
de serviços. O que promete crescer é o volume de negócios de todos,
já que a FENIM conseguiu reunir até aqui, fabricantes e indústrias de grande
qualidade e alto nível produtivo.
BALANÇO DO DIA POR SOLANGE MOTTA
 
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