| 23.04.09
:: Sinara Oliveira da Silva |
|
Os consumidores que pretendem antecipar as
compras de inverno terão uma boa
surpresa. O comércio de Porto Alegre confirma
a tendência de não aumentar
o valor das peças, em comparação
com o ano passado. "Os empresários estão
readequando custos e processos, tudo com o objetivo
de não repassar os aumentos
em tecidos e mão-de-obra para o consumidor",
afirma Vilson Noer, presidente
da CDL Porto Alegre.
Segundo o presidente da Associação Brasileira
do Varejo Têxtil (Abeim),
que reúne grandes redes como Riachuelo, C&A
e Lojas Renner, Sylvio Mandel,
o varejo baseou as compras para 2009, nas médias
do ano passado,
quando houve um crescimento entre 10 e 15% sobre 2007.
"Devido ao volume
encomendado, os preços deverão ficar
próximos aos de 2008", declara.
Já as lojas que utilizam matéria prima
importada, o cambio poderá causar
uma elevação no valor final para o consumidor.
"Acredito que apenas alguns
produtos importados já acabados poderão
ter aumentos entre 10% a 15% em razão
do câmbio", explica o presidente do Sindicato
das Indústrias do Vestuário
do Rio Grande do Sul (Sivergs), Nelson Jawetz. Dos
produtos de inverno,
o Brasil importa principalmente blusões e jaquetas
fabricadas em material
sintético, geralmente oriundos da China.
Mas para os lojistas que querem manter os preços
e conquistar os clientes,
a saída pode ser investir em materiais alternativos
ou similares. "Não há espaço
para aumentos. Acredito que produtos similares serão
vendidos por valores
parecidos com os do ano passado", pondera Noer.
É o caso da Rabusch,
rede especializada em moda feminina: "Mesmo tendo
fábrica própria,
nossa empresa teve que negociar com fornecedores e
algumas vezes até mudar
a matéria-prima, tudo para não aumentar
nosso preço", explica Alcides Debus,
diretor da loja. |