| Cassandra Wilson se apresenta no Vivo Rio |
| 26.05.09 :: Giuliano Mendes
| Sortimentos.com |
Uma das maiores cantoras de jazz dos anos 90, aplaudida
em todo o mundo,
sempre nos tops da revista Downbeat e vencedora
do Grammy 2009
na categoria “melhor disco de jazz vocal”, Cassandra
Wilson traz em sua
segunda visita ao País (a primeira foi no
extinto Free Jazz Festival há 14 anos)
o resultado do trabalho tido pela crítica
especializada norte-americana como
absolutamente imperdível. A diva se apresenta
no dia 31 de maio no Vivo Rio
(Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo).
Lançado no ano passado pelo aclamado selo
Blue Note, “Loverly” foi produzido
e gravado por ela em uma casa alugada em sua cidade
natal, Jackson, Mississipi,
e mergulha nas raízes do swing com releituras
primorosas de standards como
“Lover Come Back To Me”, “Caravan”, “Dust My Blues”,
“The Very Thought
Of You”, “Wouldn't It Be Loverly”, além de
“Arere”, baseada nas sonoridades
da África Ocidental, e uma bossa-nova, “Black
Orpheus”.
Destaque para os excelentes instrumentistas do quinteto
que a acompanha
- tanto no disco como nesta turnê - com exceção
do pianista Jason Moran.,
que aqui será substituído por Jonathan
Batiste, formado pelos antigos parceiros
Reginald Veal (baixo), Marvin Sewell (guitarra),
Herlin Riley (bateria)
e Lekan Babalola (percussão).
Sobre Cassandra Wilson
Nascida a quatro de dezembro de 1955 em
Jackson, Mississipi, Cassandra
Wilson começou sua vida na música
tocando piano e guitarra aos nove anos
de idade. Depois se concentrou na voz, trabalhando
como vocalista em meados
de 70 transitando por diversos ritmos e estilos
musicais. Depois de um ano
em Nova Orleans, Cassandra se mudou para New York
em 1982 e começou
trabalhando com Dave Holland e Abbey Lincoln. Depois
de conhecer Steve
Coleman, tornou-se a vocalista principal do grupo
M-Base. Trabalhou com
o grupo New Air e gravou seu primeiro álbum
como líder em 1985, o álbum
“Point Of View” pela JMT Records.
Desde então os lançamentos de novos
álbuns têm sucedido a um ritmo
considerável, não parando de desenvolver
seu estilo bastante próprio,
com uma musicalidade singular e versátil
capaz de transitar com frescor
tanto pelo blues acústico quanto pelo jazz,
com pitadas de ritmos afro e caribenho,
o blues, o country blues, a folk music e incursões
pelo rock-pop sem sair do tom.
Em 1997 excursionou no projeto de Wynton Marsalis,
"Blood on the Fields"
e em 2000 gravou "Traveling Miles", excelente
tributo a Miles Davis.
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