Arte Contemporânea
no MAP apresenta exposições de Adriana
Varejão
e Cao Guimarães
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O Museu de Arte da Pampulha (MAP)
apresenta as exposições da carioca Adriana
Varejão e do mineiro Cao Guimarães.
As mostras, com curadoria de Marconi
Drummond, são uma realização
da Prefeitura, por meio da Fundação
Municipal
de Cultura e da Associação Cultural
dos Amigos do Museu de Arte da Pampulha.
No Salão Nobre do MAP, Adriana Varejão
apresenta três desenhos e oito pinturas
em óleo sobre tela concebidas entre 2002 e
2007. As obras, da série “Saunas”,
fazem parte de acervos particulares. Dentre as pinturas
selecionadas
estão “Green Sauna”, “O Chinês”,
“O Voyeur”, e “O Predileto”,
a maioria em grande
formato. Criando uma complexa palheta de cores, iniciada
em uma superfície monocromática, Varejão
potencializa, em seus trabalhos, a ausência
e a aparente
frieza destes, revelando ao público ambientes
de mistério e de silêncio.
Com base em uma malha geométrica, permeada
de luz e de tonalidades, a artista
cria peças com a ilusão de perspectiva
e elabora espaços intimistas, que podem
remeter tanto a uma cozinha, a um banheiro, um hospital,
uma sala de cirurgia,
uma piscina e uma sauna. Azulejos são uma constante
na produção artística
de Adriana Varejão, que retoma este material,
consagrado em vários usos ao longo
da história da arte, em uma apropriação
contemporânea, ora em referência
ao Barroco, ora na feitura de instalações
que representam ruínas.
A fachada do Museu também tece um diálogo
com este material e com a própria obra
da artista: os vidros externos da obra de Niemeyer
estão revestidos com vinil adesivo
que reproduz o padrão da azulejaria utilizada
na parte externa do MAP.
Já o artista plástico e cineasta Cao
Guimarães ocupa o mezanino e o auditório
do MAP com três séries de fotografias
e dois vídeos. Um destes, “O Sonho da
Casa
Própria”, é um curta-metragem
de 14 minutos e foi preparado especialmente
para esta exposição. Trata-se de um
registro de uma cerimônia de casamento
entrecortado com cenas de arquitetura urbana. No vídeo,
Guimarães associa o véu
da noiva às telas de proteção
das construções, em interessante jogo
de imagens
e texturas. A trilha da obra é assinada por
“O Grivo”, coletivo mineiro que participa
da próxima Bienal de São Paulo.
O outro vídeo é um documentário,
espécie de versão videográfica
da série
“Gambiarras”, que também integra
a mostra. Nesta série, composta
por 45 fotografias, Guimarães registra coisas
feitas para resolver um problema
de maneira não convencional. O vídeo
mostra três personagens: um neurocientista,
um técnico de laboratório e um último,
que se autodenomina “o Mestre dos mestres”
e se considera filósofo, teólogo, dentista
prático, sismográfo e inventor.
Os três relatam como praticam “gambiarras”
e encontram soluções temporárias,
que muitas vezes se tornam definitivas, ainda que
sem o uso de material apropriado
ou ferramentas corretas, intercalando precariedade
e criatividade. A exposição conta,
ainda, com as séries de fotografia “De
Portas Abertas” e “Campo Cego”.
O MAP fica na avenida Otacílio Negrão
de Lima, 16.585, Pampulha.
Mostra Novos Acervos
no Museu Histórico Abílio Barreto
A mostra Novos Acervos, do Museu Histórico
Abílio Barreto, expõe não somente
objetos tradicionalmente tidos como peças de
museu, mas também peças de outras
categorias, como itens que retratam a vida cotidiana,
instrumentos de trabalho,
documentos privados, depoimentos de gente comum, músicas
que falam da cidade,
e diversos objetos que refletem o dia-a-dia da cidade.
Alguns objetos da exposição
foram doados ao museu pelos moradores de Belo Horizonte,
como embalagens,
máquinas e vidros de iogurte. Desta forma,
a mostra torna-se um arquivo vivo
da história da metrópole. Visitação
até 30 de novembro, de terça a domingo,
das 10h às 17h. Quinta, das 10h às 21h,
no Museu Histórico Abílio Barreto. |