Comércio de BH sente os efeitos da crise econômica |
| 05.03.09 :: Giuliano Mendes
| Sortimentos.com |
A crise no cenário econômico mundial iniciou em meados de setembro, mas
no Brasil ela chegou por dezembro. E as consequências começam a refletir
no início do ano no comércio de Belo Horizonte com o aumento nos calotes
por parte dos consumidores. Segundo uma pesquisa divulgada pela Federação
do Comércio do Estado de Minas Gerais (Fecomércio), a inadimplência
dos consumidores afeta diretamente os negócios de 36% dos empresários
da capital mineira. Os empresários acreditam que o desemprego e o descontrole
por parte dos compradores são responsáveis pela não quitação dos débitos.
Quase metade dos lojistas revelou que consulta os cadastros de proteção ao crédito
(SPC, Serasa, Telecheque) para tentar conter o índice de inadimplência. Além disso,
22% dos empresários admitiram que não aceitam cheques pré-datados, uma das modalidades que apresentam maior risco de calote.
Pelo lado dos consumidores, o Índice de Confiança do Consumidor de Belo Horizonte
em fevereiro retraiu 2,86% em relação ao mês de janeiro/09, fechando na marca
dos 48,85 pontos. Esta foi a segunda retração consecutiva e a variação acumulada
em 2009 atingiu -4,05%, segundo pesquisa realizada pela Fecomércio Minas
em parceria com o Ipead/UFMG. Verificou-se que o IEE - Índice de Expectativa
Econômica (37,85 pontos) apresentou retração de 4,97%. O IEF - Índice
de Expectativa Financeira atingiu 56,23 pontos, caindo 1,870,42% na comparação com janeiro/09. |