Aurus
mistura influências em ambiente descontraído |
| 05.02.09
:: Texto adaptado de Eduardo Tristão Girão
| EM Cultura |
Bairro de
variedade gastronômica ainda pequena (predominantemente
bares),
a Serra ganhou recentemente novo restaurante, instalado
num dos últimos
quarteirões da agitada Rua do Ouro. A casa,
batizada de Aurus
(Rua do Ouro, 1701, Serra), ocupa imóvel onde
antes funcionava uma loja
de artigos indianos. A proprietária é
a chef Marlice Rocha, baiana radicada
há cerca de duas décadas em Minas Gerais.
Formada em estilismo,
ela também é dona de bufê e, coincidentemente,
tem afinidade especial
com a culinária indiana. Mas o cardápio
que elaborou sintetiza elementos
brasileiros, europeus e, claro, asiáticos.
Com capacidade para 74 pessoas, a casa tem mesas forradas
com tecido colorido
na entrada, conferindo tom mais descontraído
ao ambiente. Os espaços seguintes,
fechados, mantêm o clima, com diferentes mesas
de madeira (uma delas foi feita
com porta antiga) para até seis pessoas. Nas
paredes, fotos de Marcelo Prates
(marido de Marlice), Inês Rabelo e Consuelo
Schettini. Os banheiros foram
preservados, mas ganharam toque pessoal da proprietária:
punhados de cravos
espalhados pelo chão e pela pia. A reforma
durou 45 dias e foi planejada
e coordenada por ela. Uma vez por mês, sempre
às terças-feiras,
o restaurante promove saraus.
“Por certo tempo, fiquei muito envolvida atendendo
coquetéis, mas minha história
sempre foi com degustação e jantares.
Sempre quis abrir um restaurante
que não tivesse cara de restaurante, com proposta
mais intimista”, conta.
Filha de pai que gostava de caçar, Marlice
cresceu na cozinha, habituada,
inclusive, às carnes exóticas que eram
mantidas na geladeira.
Se aperfeiçoou em cursos de culinária
em Belo Horizonte e em São Paulo
(também estagiou em restaurante argentino)
e acumulou conhecimento
com amigos talentosos, como Mauro Bernardes, do Restaurante
Aurora,
também na capital mineira.
“Minha força maior vem das cozinhas baiana
e indiana. Não tenho como
não carregar a força da comida de santo.
Sempre que apresento influências
nordestinas, as pessoas gostam muito. As comidas indiana
e tailandesa
são paixões minhas. São o link
de tudo, pois uso esses temperos específicos
para costurar uma grande colcha de retalhos”, explica
a chef.
Os pratos preferidos dela são o frango indiano
(em filés, com risoto de coco,
molho de especiarias e frutas frescas; R$ 32, individual)
e o filé de gurijuba
assado com ervas, gengibre, coco e pimenta dedo-de-moça,
servido com arroz
de jasmim (R$ 42, individual).
Mais informações:
(31) 3241-6578 |