| Mostra
sobre Jean Rouch acontece no Cine Humberto Mauro |
| 19.06.09
:: Giuliano Mendes | Sortimentos.com |
O “antropólogo-cineasta” francês Jean
Rouch (foto) será homenageado com
a maior retrospectiva já feita no país
de sua obra, como parte das comemorações
do calendário oficial do Ano da França
no Brasil. A mostra reúne 77 filmes de
sua própria autoria e 14 outros sobre ele
e será realizada em Belo Horizonte entre
22 de junho e 21 de julho no Cine Humberto Mauro
(Avenida Afonso Pena, 1537,
Centro). Pelo seu tamanho e importância, é
uma das duas maiores retrospectivas
de Jean Rouch já vistas no mundo, comparável
apenas à realizada pela Cinemateca
Francesa em 1999.
“Trazer uma retrospectiva de Jean Rouch deste porte
para Belo Horizonte é um
marco para o público brasileiro e uma grande
homenagem ao grande cineasta,
um inovador do cinema documental”, comemorou o diretor
de Relações Internacionais
do Ministério da Cultura, Marcelo Dantas.
Entretanto, a mostra não ficará apenas
restrita a Belo Horizonte. Antes de chegar à
capital mineira, ela teve uma temporada
paulistana de 3 a 28 de junho e depois, será
exibida no Rio de Janeiro, com abertura
em 18 de julho, e Brasília, a partir de 5
de agosto.
Rouch, ícone do cinema documentário
moderno, é conhecido como uma das principais
referências do grupo de intelectuais e cineastas
que deu corpo à Nouvelle Vague
francesa. O cineasta e etnólogo foi um dos
maiores representantes do cinema
direto, um marco da renovação da linguagem
cinematográfica nos anos 1960.
Em sua visão, o documentário etnográfico
era uma forma de estabelecer um diálogo
com o sujeito de seu estudo, e não uma mera
descrição. Neste contexto, parte
de sua técnica consistia em trazer os personagens
retratados ao primeiro plano,
tornando-os sujeitos, e não objetos do discurso.
Jean Rouch filmou em pelo menos
uma dezena de países, principalmente no continente
africano, como Costa
do Marfim, Niger, Mali, Gana, Burkina Fasso e Benim.
A retrospectiva tem curadoria do filósofo
e ensaísta de cinema brasileiro Mateus
Araújo Silva, brasileiro, e do antropólogo
italiano Andrea Paganini, ambos radicados
em Paris. O projeto foi desenvolvido pela associação
Balafon e tem patrocínio
da Secretaria do Audiovisual do Ministério
da Cultura e do Instituto Moreira Salles.
Mais informações: franca.br2009@entrelinhas.net
/ (11) 3066-7700 |