| 17.07.09 :: Assessoria
de Comunicação Secovi-SP |
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A percepção sobre a evolução
da economia brasileira melhorou nos últimos
dois meses. Indicadores conjunturais nacionais permitem
sintetizar esse processo
de melhora, ainda que aquém do desejado. O
PIB projetado para este ano
já chegou a registrar expectativa de queda
de 0,7% e passa por revisões,
atingindo -0,3%, conforme Boletim Focus do Banco Central
do Brasil de 10 de julho.
A inflação oficial, medida pelo Índice
de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA),
deverá se situar próximo dos 4,5%, e
o investimento externo direto (IED)
voltado para a produção permanecerá
dentro da previsão de US$ 25 bilhões.
A redução da taxa básica de juros
(Selic) de 10,25%, em maio, para 9,25%,
em processo de queda desde início do ano (13,75%)
e a manutenção da redução
de alíquotas de tributação de
alguns setores contribuem no processo de recuperação
da economia brasileira.
O mercado de imóveis novos residenciais na
cidade de São Paulo, em maio,
também registrou melhora nos resultados, e
há fatores que contribuíram
para explicar tal aquecimento. A divulgação
do Programa Minha Casa,
Minha Vida colocou o setor em evidência desde
o início do ano, e a realização
do Feirão da Caixa, na capital, contribuiu
para os excelentes resultados registrados
na Pesquisa Secovi.
Vendas sobre oferta
O indicador de desempenho Vendas sobre Oferta (VSO)
de maio
atingiu 21,3%, superior aos 10,3% em abril e 10,7%
de março.
Essa performance de comercialização
foi a melhor nos últimos doze meses
e ficou próxima dos 21,8% percebido em maio
de 2008, melhor índice
do ano passado, conforme aponta levantamento mensal
desenvolvido
pelo Departamento de Economia e Estatística
do Secovi-SP. Com isso,
o VSO médio dos primeiros cinco meses do ano
passou a ser de 11,1%,
superior ao registrado no período de janeiro
a abril (8,6%) e muito próximo
das estimativas para o ano (12%).
Comercialização e lançamento
O volume vendido em maio dobrou em relação
ao mês anterior.
O escoamento cresceu de 1.953 para 4.010 unidades.
No ano, a cidade
de São Paulo registra comercialização
acumulada de 10.794 habitações.
Quanto aos lançamentos residenciais, a capital
recebeu 2.220 unidades no quinto
mês do ano. De acordo com a Empresa Brasileira
de Estudos do Patrimônio
– Embraesp, no período de janeiro a maio,
foram lançadas 6.435 unidades,
ou seja, as vendas superaram os lançamentos
em mais de 4,3 mil unidades
no período. “Esses números deixam
claro que a confiança do consumidor
no mercado imobiliário não foi abalada
pela crise global. E mais, já se percebe
nos plantões de vendas a procura do imóvel
– moeda forte – como melhor
opção quando comparado com outros ativos”,
ressalta Celso Petrucci,
economista-chefe do Secovi-SP.
Período de lançamento
Um dos critérios de segmentação
adotado na Pesquisa Secovi-SP é a diferenciação
dos dados entre o período de até 180
dias a partir do momento em que o produto é
ofertado (conhecido como de Lançamento) e a
fase posterior (do sétimo ao 36º mês
de oferta). Considerando o período referente
aos 180 dias, percebeu-se, em maio,
vendas de 2.789 unidades, o que representou quase
70% do total escoado no mês.
“Aqui, cabe lembrar que o mercado imobiliário
se adequou rapidamente aos novos
tempos, com a utilização de novas técnicas
e ferramentas de pesquisa de público-alvo
e marketing direto, que tem permitido uma melhor prospecção
de futuros
compradores“, observa.
Segmentação por dormitórios
De acordo com o Departamento de Economia e Estatística
do Secovi-SP,
em maio, o destaque ficou para o segmento de dois
dormitórios,
que registrou vendas de 2.320 unidades (57,9% das
moradias comercializadas),
com valor médio de R$ 144 mil. Empreendimentos
localizados em bairros menos
tradicionais, principalmente nas regiões Norte
e Leste da cidade,
apresentaram ótimos resultados. O nicho de
três dormitórios, com participação
sobre o total escoado de 21,0%, vendeu 841 unidades
no mês. |