Especialista em desenvolvimento
humano, Wilson Mileris,
dá dicas para quem está insatisfeito no
trabalho |
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Quem trabalha desmotivado não consegue
obter um bom rendimento,
comprometendo toda a performance da equipe e o resultado
final da empresa.
O trabalho deve ser dotado de componentes básicos
que são a produção
e a felicidade, porque produzir sem ser feliz lembra
escravidão. Mas ao invés
de mudar essa realidade e apostar em uma nova oportunidade,
boa parte desses
profissionais se revestem de acomodação
e medo, dois sentimentos que se tornam
verdadeiras barreiras para que possam procurar uma
nova oportunidade no mercado
de trabalho.
Para quem está nessa situação,
o consultor comportamental Wilson Mileris, que atua
há mais de 25 anos na área de desenvolvimento
de talentos humanos, aconselha
que para identificar oportunidades o candidato deve
fomentar seu network.
"É importante que ele tenha informações
e, se possível, contatos com pessoas
da área ou da empresa para participar da
seleção. Lembrando que a preparação
deve ser considerada como fator preponderante para
habilitar-se a ocupar
uma vaga", revela o especialista.
Mileris destaca que estar apto exige estudo, desenvolvimento
de novas habilidades,
atualização e uma postura mental adequada,
não só para identificar, mas usufruir
das oportunidades que surgirem ao longo do seu caminho.
"É determinante manter
uma atitude proativa, pois os selecionadores mais
experientes, via de regra,
não definem o candidato só porque,
num primeiro momento, atende às exigências
da posição que irá ocupar",
explica.
Entretanto, as empresas também devem manter
uma política de qualidade
que avalie constantemente o nível de comprometimento
e satisfação do seu
colaborador. Com essa medida, é possível
identificar quando alguém não está
satisfeito e corrigir o problema. “As empresas
que possuem prêmios como do PNQ
- Prêmio Nacional da Qualidade mostram a existência
de práticas comuns utilizadas
para alcançar a excelência. Estas,
planejam suas ações na área
de recursos humanos
de forma integrada e sustentadora aos seus negócios,
criam inúmeros e similares
meios para conseguir o comprometimento de seus colaboradores
e investem
fortemente em treinamento e educação
criando as competências necessárias
para a realização daqueles planos”,
aponta Wilson.
O especialista reforça que se a empresa investir
no funcionário, pode se surpreender
com o resultado. “Quem não conhece
a historia lojas de departamentos Nordstrom.
Certa vez, uma cliente queria seu dinheiro de volta
porque os pneus comprados
apresentaram defeito depois de oito mil quilômetros.
Como era uma ótima cliente,
o vendedor devolveu o dinheiro. Mas a questão
é: a Nordtrom não vende pneus.
Mesmo assim, o presidente da empresa ficou orgulhoso
do vendedor, que tornou
a cliente mais leal. Os seus gastos no futuro compensariam
aquele valor devolvido.
É claro que nenhuma empresa treina os seus
empregados para isso, mas a atitude
do funcionário mostra o nível de comprometimento
dele. Se alguém ao ler isso
afirmar que jamais tomaria tal decisão, realmente
precisa buscar outras
oportunidades”.
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