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Cantor Netinho esclarece publicação polemica da Revista Quem Acontece
“Dei uma entrevista para a Revista Quem
com o objetivo de falar do meu novo
CD "Minha Praia" e das novidades da minha
carreira. Durante o papo de mais de duas
horas, falei também de alguns fatos passados
da minha vida pessoal. Na matéria
publicada pela revista, a minha conversa
com o jornalista foi resumida de forma
estranha. Não colocaram tudo o que eu falei,
e dessa forma algumas coisas ficaram
desvirtuadas. Em detrimento do lançamento
do meu CD, a revista optou por fazer uma
matéria voltada para o sensacionalismo,
explorando de forma totalmente
desnecessária alguns temas polêmicos
que comentei.

Algumas coisas que eu falei não aparecem
na matéria e outras tantas não aparecem
por completo. Mas isso é algo que acontece
frequentemente nesta relação de pessoas
públicas com jornalistas. Não fui a primeira
pessoa pública a passar por isso, nem serei
a última. Dei uma entrevista franca, sincera,
relatando com exatidão alguns fatos
passados da minha vida.
Abordei temas polêmicos, eu sei, mas foram aquelas experiências relatadas ali que
me ajudaram a construir a minha personalidade e o meu caráter. E foram experiências
boas, que me deram aprendizado e que me fizeram ser um homem bem melhor.
Me orgulho de cada uma delas pois, sem elas, não seria o homem que sou hoje.

Uma coisa que quero dizer é que a Revista Quem não escreveu ali nada além do que
eu disse na entrevista. Apenas poderia ter colocado na íntegra todas as minhas palavras. Por causa disso, alguns trechos publicados não expressam com exatidão
o que eu falei e o que eu penso.

A experiência com drogas, por exemplo, foi única e ficou no meu passado. Aconteceu
há mais de dez anos! Nunca fui usuário de drogas, apenas experimentei. Quando
eu digo hoje a alguém "Não use drogas!", não falo da boca prá fora nem faço uso
da hipocrisia. Falo com propriedade, pois experimentei e, apesar de ter sido uma
experiência interessante naquele momento, percebi que a droga nada acrescenta
à vida de qualquer pessoa. É um caminho sem volta, uma porta para uma fuga
sem sentido da realidade. Um atalho para o fim.

Tenho uma filha de dez anos e é este o aprendizado que vou passar para ela.
Não por ter lido em algum livro ou por ter ouvido de alguém. Eu aprendi isso vivendo realmente, experimentando, e digo que é algo desse mundo que não leva a nada.

Foi exatamente isso o que eu falei para a Revista Quem, mas, infelizmente, essa
parte não foi publicada. Da forma como e revista publicou, a impressão que se tem
é que fiz apologia ao uso de drogas. Isso nunca!

Também em relação à minha carreira e a tudo que conquistei através dela. Quando
eu disse naquele momento que tudo que consegui com a música não me acrescentou
em nada como ser humano, me referi à percepção que tive anos atrás do real valor
de ser famoso, de conquistar fãs, de atingir o sucesso. Tenho hoje a exata convicção
de que o que levamos de tudo isso não é a fama, o sucesso, o dinheiro, os milhões
de discos vendidos. O que realmente vale para mim e me constrói é o que eu
conquistei ou posso conquistar nas pessoas. É o que posso fazer para elas através
da música. Uma emoção, um sorriso, os momentos de felicidade que consigo
proporcionar a alguém através da minha arte. Esta sim é a minha verdadeira riqueza.
Já na ótica puramente artística, me orgulho muito da minha carreira e de tudo que fiz.
Gravaria novamente todas as músicas que gravei, faria os mesmos shows, tudo
da mesma maneira como fiz! Também falei exatamente isso para a revista
e não foi publicado!

Outra questão que me incomodou na entrevista foi a maneira como colocaram
a minha observação sobre a música baiana. Fiz uma avaliação técnica desses
vinte anos do axé music que também não foi publicada na íntegra. Isso distorceu
de alguma forma o que eu quis dizer.

Quando falei do surgimento do pagode baiano e das letras de duplo sentido que
também ajudaram a fazer o sucesso desse movimento, não foi com a intenção
de denegrir ou desrespeitar ninguém. Até porque falei de amigos, de colegas,
de artistas que respeito e que têm o seu público, que não é pequeno. Disse
que nunca cantei essas músicas nos meus shows apenas por uma questão de não
me identificar com aquelas letras, de não perceber qualquer ligação artística com
a linha de trabalho que sempre desenvolvi na minha carreira. E nunca cantei mesmo,
é verdade!

Falei também, e muito, da música "Toda Boa", lançada há dois anos pelo grupo
Psirico, e que canto em todas as minhas apresentações. É uma canção do repertório
do pagode baiano que eu gosto, admiro e me identifico. Isso também não foi
publicado.

Quanto à questão de eu já ter vivido no passado uma experiência amorosa
com alguém do mesmo sexo que o meu, acho impressionante como uma história
desse tipo ainda mexe com algumas pessoas em pleno século XXI. Apenas relatei
uma experiência vivida no passado.

Fora essas coisas, tudo o mais que falei sobre a minha carreira, os novos projetos,
meu próximo carnaval, a gravação do meu próximo DVD, tudo isso não foi incluído
na matéria".

O texto acima é parte do e-mail que o cantor Netinhoe escreveu sobre a polemica
entrevista à Revista Quem.
 
 
A Entrevista : Cantor Netinho decidiu abrir o jogo à revista QUEM Acontece
Ivan Martins | Lucia Faria Comunicação
Durante um bate-papo de quase duas horas em seu apartamento no Leblon,
no Rio de Janeiro, ele afirmou que é bissexual e que manteve um relacionamento
homossexual durante três anos. "Eu gosto de meninos e meninas, mas hoje gosto
mais de meninas". Na entrevista, Netinho também admite que usou drogas.

"Já usei drogas em rave, sim". O cantor confessa sua vaidade, afirma usar botox
há dois anos, ser viciado em malhação e ter feito duas plásticas no nariz.
Netinho diz que os mais de dois anos que passou longe da mídia foram ótimos
para organizar a sua vida, porque não tinha mais paciência para a rotina de shows
e viagens. "Parar foi uma das coisas mais importantes que fiz na vida.
Agora trabalho o equilíbrio curtindo a vida. Tinha tudo o que o sucesso pode dar,
mas me sentia vazio".

O baiano de 42 anos, que está lançando o 18º CD da carreira, Minha Praia,
conta que está na fase mais feliz da sua vida. "Isso se deve mais a meu lado
pessoal do que profissional. Estou feliz demais, apaixonado, vendo tudo colorido,
estou com uma mulher há três anos e meio, vivendo muitas coisas pela primeira
vez. Não perco mais uma rave na vida".
 
 
Editorial
Fábio Juchen
Lamentavelmente publicamos uma nota sobre o assunto. Caímos na tentação
do sensacionalismo ? Será ? Como editor do site, percebo o erro. Raramente
fugimos da nossa proposta que é promover ações, serviços, empresas, produtos
e profissionais. Sem polêmicas ou sensacionalismo. Não precisamos disso para ter
audiência. Nem queremos este perfil de leitor. Fico constrangido por Sortimentos.com
publicar algo sobre o assunto. Por isso, publicamos o contraponto do músico
em relação a matéria publicada na Revsita Quem Acontece.
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