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Gloria Kalil : para se vestir
bem é preciso se conhecer bem
Marta Araujo
Depois de seis anos sem visitar o estado RS, a jornalista
e empresária Gloria Kalil
fez uma palestra pontual em Gramado, no Condomínio
Alphaville, numa
promoção de Tânia Costa e Neka Volk.
O tema “Moda, Estilo e Comportamento”
foi abordado sob o prisma contemporâneo, mostrando
a influência deste assunto
no cotidiano das pessoas. Fez referências da ligação
da moda com o comportamento
da sociedade, mostrando que ela representa a individualidade
das pessoas mesmo
em tempos de globalização, que favorecem
a uma massificação. “O medo
de perder a individualidade fez com que as pessoas se
reunissem
em grupos, em tribos urbanas, para combater a globalização.
A moda se pluralizou,
se fragmentou”, disse ela. Lembrou que este fenômeno
desenhou uma nova
pirâmide de consumo de produtos de moda. “Nos
anos 50, a casta consumia
a alta costura, a segunda fatia o prêt-à-porter
e uma grande maioria a moda de rua.
Nos anos 60, com a chegada da contra cultura, o jovem
passou a existir
como categoria, e foram os novos propositores da moda
até os anos 90.
A partir deste momento, a moda de rua assume o topo
da pirâmide, diminuindo
a importância e os espaços das outras duas
situações”, afirma Kalil.
Segundo ela, é nesta grande fatia que os estilistas
buscam hoje as suas inspirações.
Portanto, atualmente são várias as influências
da moda. “Existem mais maneiras
de estar na moda. É interessante a diversidade”,
salientou. Gloria Kalil afirma
que é fundamental para quem trabalha com moda
“saber quem é o seu consumidor. É
importante conhecer os valores das tribos e saber fazer
as apreciações corretas”,
enfatizou.
Definiu estilo como a expressão da individualidade.
“O importante é ter estilo. É
a interpretação da moda”, disse
ela. A roupa, explicou a jornalista, mostra
a intenção. “Ela fala o que você
quer que ela fale.” E como construir o seu estilo?
Ela tem quatro dicas: a primeira delas é se conhecer:
ir para frente do espelho
e realmente se olhar de frente e de costa; prestar atenção
no biótipo
e nas proporções do seu corpo; ser seu
próprio figurinista, focando as várias
facetas
de seu personagem e por último usar a moda como
linguagem. “É um vocabulário
poderoso. A aparência não é futilidade”,
salienta Kalil. E para encerrar lembrou
que para ser chique não basta estar na moda.
“É preciso uma expressão refinada,
uma maneira atualizada e ter conteúdo. É
preciso uma atitude elegante frente
ao mundo, à sua cidade e ao meio ambiente”,
finalizou. |
| COLUNISTA
MARTA ARAUJO |
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MARTA
ARAUJO
Jornalista especializada na cobertura
do cluster calçadista nacional,
com ênfase em economia e moda.
Fez coberturas de feiras internacionais
do segmento. Paralelo a atividade
em veículos de comunicação
como Rádio Gaúcha e jornais
Correio do Povo e Jornal Exclusivo,
gerencia a empresa Marta Araujo
Assessoria de Comunicação.
Entre os clientes estão :
Calçados Azaléia, Grupo Himaco,
Bannypel Leather Wear,
Salão Internacional do Couro
e do Calçado, Crespi do Brasil
e Móveis Primavera. |
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