| 25.02.09
:: Por Giuliano Bortoluci Diretor de Comunicação |
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Como o estágio
é um momento de experimentação
e aprendizagem,
alguns estudantes tentam passar por diferentes áreas
a fim de adquirir experiência
e decidir qual setor seguir dentro da abrangência
que seu curso oferece.
Outros mal entram em uma empresa e já logo
vão em busca de outra oportunidade
ao pensar que tem, normalmente, quatro ou cinco
anos para estagiar e devem passar
por muitos lugares. Há aqueles que permanecem
na empresa até o prazo limite
de contrato e, caso não sejam efetivados, aí
então partem para a procura
de uma nova vaga.
A verdade é que não existe uma regra
de quanto tempo é o ideal para permanecer
em um estágio. O aconselhável é
a permanência de um ano, pois é um
prazo médio
considerado adequado para um bom aprendizado e conhecimento
do setor
em que trabalha. Se houver possibilidade de prorrogação
ou efetivação
e se o estudante quiser seguir carreira na empresa
em que está atuando,
é claro que deve continuar por mais tempo e
aproveitar a grande oportunidade
que está sendo oferecida ao seu futuro profissional.
O tempo de permanência na empresa é
também um quesito de análise dos currículos
que chegam aos consultores de recursos humanos ou
gestores da empresa.
Mas o fator diferencial é o histórico
profissional do candidato. Se este ficou dois anos
na empresa e, dentro deste período, houve
promoções e crescimento profissional,
a imagem transmitida ao selecionador é de
uma pessoa batalhadora e competente.
Caso o estudante ficou estabilizado durante todo esse
período, isso pode significar
que ele é estagnado e não busca crescimento
profissional.
Quando a análise do currículo é
concluída e o candidato chamado para uma
entrevista
pessoal, isso pode ser questionado a ele. Se o caso
do estudante for o de curta
permanência em diferentes empregos ou estágios,
é provável que o entrevistador
queira saber se este tem compromisso com o local
em que trabalha e se é um
profissional dedicado aos objetivos da empresa.
Para tirar essa dúvida, perguntará
o motivo da saída e como era a instituição
em que trabalhava.
Muitas pessoas cometem o erro de falar mal do antigo
chefe e de onde atuava.
Isso é praticamente uma atitude eliminatória
na entrevista, pois se em uma situação
formal como essa, o candidato sai falando mal dos
lugares por onde passou,
isso pode significar que, se contratado, também
pode denegrir a imagem
da nova empresa. O ideal nesse caso é ressaltar
as qualidades do antigo emprego,
o que aprendeu neste local e que agora quer colocar
em prática caso conquiste
essa oportunidade.
Uma das competências comportamentais mais requisitadas
em um candidato
a uma vaga de estágio é a garra e a
vontade de aprender e crescer
profissionalmente, dentro de seus limites. Por isso,
invista em seu conhecimento
e procure sempre agregar a sua competência e
seu aprendizado ao seu trabalho,
destacando-se dos demais. Os líderes hoje querem
alguém comprometido
com o crescimento da empresa, vislumbrando nesse jovem
um talento potencial
que vale a pena ser investido.
Jamais acomode-se na sua profissão e procure
conhecer a forma de atuação
de outros departamentos, além do que atua.
Caso pretenda seguir carreira
na empresa, ou mesmo em outros lugares, mostre que
a sua maior qualidade
é o conhecimento que detém e que pode
somar no trabalho da equipe.
Se estiver em busca de um novo estágio, deixe
essa vontade bem clara
ao entrevistador e faça seu marketing pessoal,
exaltando suas qualidades
e vontade de aprender. |