Cada vez mais o homem se sente à vontade
para assumir funções domésticas
que antes eram dadas às mulheres. Elas, por
sua vez, aproveitam para se dedicar
mais ao trabalho tornando-se mais competitivas.
Uma troca de papéis que,
se equilibrada, pode ser bastante positiva para
os relacionamentos atuais.
Para a psicóloga relacional Cláudia
Guglieri (foto), a troca de papéis cada vez
mais
acentuada provoca uma mudança no perfil dos
relacionamentos.
À medida que os parceiros tomam essa consciência,
torna-se mais prazerosa
e eficiente a divisão de tarefas. “Os
casais definem quem participa das reuniões,
leva as crianças para a escola ou ao médico,
sendo que atualmente
quase 40% dos casais se organiza com os homens mais
em casa e as mulheres
mais na rua”, diz a terapeuta, que também
é especialista em Ciências Orientais
e idealizadora do Método Sheng dos cinco
movimentos e nove personalidades.
A mudança de comportamento dos homens com
a família e a paternidade
está ligada ao trabalho da mulher. Com um
poder de ganho e profissionalismo
cada vez mais próximo ao do homem, elas acabaram
por dar mais espaço
aos parceiros dentro de casa. E eles gostaram. Conforme
pesquisa do IBGE
realizada em 2007, 60% dos homens entrevistados
realiza atividades cotidianas
como fazer compras, e esse número aumenta
para 70% quando se fala
em executar tarefas domésticas.
Mais do que isso. 93% se consideram companheiros
e dizem que suas parceiras
podem contar com eles em qualquer situação,
e mais da metade dos que já
são pais afirmam que são capazes de
cuidar da casa e dos filhos sozinhos.
Com tanta eficiência e interesse dentro de
casa, as mulheres ficaram
mais tranquilas para se concentrar na profissão.
E, desta forma, fortalecem
ainda mais a troca de funções. “A
guarda compartilhada é cada vez mais comum,
tornando os homens muito presentes mesmo após
a separação”, ressalta Cláudia.
Cláudia Guglieri
Psicóloga Gestaltista, especialista em Ciências
Orientais e Acupuntura,
idealizadora do Método Sheng dos cinco movimentos
e nove personalidades.
Graduada em Psicologia com ênfase em Psicossomática,
pela PUC/RS,
e formada em Acupuntura e Ciências Orientais,
pelo Instituto Sohaku-in
– Centro de Terapia Integrada do Rio de Janeiro.
Coordenou o grupo
de atendimento interdisciplinar do Centro Caris
Saúde de Porto Alegre
por oito anos e atualmente atende com terapia individual,
casal e grupos
e equipes de trabalho.
|