| 30.03.09
:: Alessandra Casolato |
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“Sedução”
Cleópatra e Helena de Troia, que usaram seus
encantos para conquistar o poder –,
demonstram que a antiga arte de seduzir faz parte
da história. No entanto,
a mulher atual tem deixado de lado este arte milenar
desenvolvida
e conscientemente utilizada por grandes figuras femininas
do passado
em decorrência da rotina atribulada.
“Nós, mulheres mortais que carregamos
nossos lap-tops, nossas maquiagens
e celular e saímos correndo depois de um treino
estafante para ais uma jornada
igualmente difícil que inclui filhos, amores,
maridos, casas, MBA será que não
esquecemos um pouco que a sedução vem
de um conhecimento de nossas
capacidades e daquilo que pode ser transformado em
algo único e subjetivo?”,
propõe a Dra. Dorli Kamkhagi.
Segundo psicanalista, a mulher percebe que os homens
desejam o que ela tem
e não se trata apenas do corpo físico
(ainda que este pareça ser tão primordial
para qualquer conquista na nossa sociedade narcisista),
mas há algo mais misterioso
da ordem do encantamento, dos perfumes, das vestimentas,
enfim, um poder
que pode até ser entendido como um jogo. O
jogo da sedução.
Existe o desejo de ser sempre única querida
e especial. O desejo de ser sedutora
também reflete a expectativa que os outros
nos rendam homenagens ou não possam
viver sem a nossa presença. “Por isso,
vale a pena tentar aprender um pouco
esta antiga e importante arte”, explica a psicanalista
Dorli Kamkhagi em seu artigo
para o primeiro exemplar da revista Bo.Bô, publicação
da grife Bourgeois Bohême
que também traz textos de Sônia Racy,
Clara Meneguel e Hildegard Angel.
“O objetivo não é vender moda,
mas, principalmente, um estilo de vida
que valoriza a mulher atual e todas as suas significações
e atribuições”,
destaca Dra. Dorli, demonstrando que o tema escolhido
para o artigo forma
um par perfeito com a publicação.
Dra. Dorli Kamkhagi
Doutora em Psicologia Clínica e Mestre em Gerontologia
pela PUC – SP,
Dorli Kamkhagi faz parte do Board of Directors da
Internacional Association of Group
Psychotherapy and Group Process (IAGP) e é
coordenadora de grupos do Instituto
de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da
Faculdade de Medicina da Universidade
de São Paulo (Gender Group). |