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ARTIGOS E COLUNAS

Mãos fortes construindo um País
Altino Cristofoletti Jr - Presidente da Casa do Construtor e diretor da Formatta Negócios

Nunca na história do Brasil a construção civil ficou tão em evidência quanto neste
ano de 2007. O montante de arranha-céus e também pequenas e médias construções
sendo levantados no País movimentou uma série de empresas e setores da economia
nacional, contribuindo de forma bem consistente para o PIB de nossas “terras
tupiniquins”. O que se pode ver, de forma bem concisa, foi um incremento
dos serviços prestados para o setor e a geração de empregos em todos os Estados.
De janeiro a setembro, mais de 200 mil empregos foram gerados no Brasil por meio
da construção civil, alcançando 1,7 milhão de pessoas.

Por essas e outras, o crescimento do setor no País teve que ser revisto. Antes
apontado para crescer 7,9%, irá superar os 10% e aumentará a participação
da construção civil no PIB em torno de 1%, passando dos 4,5% para os 5,5%,
de acordo com as projeções do Sinduscon-SP. Alguns fatores foram importantes
para que esse crescimento fosse possível. De um lado, os financiamentos para
a compra da casa própria nunca estiveram tão acessíveis no Brasil. Por outro lado,
a economia forte do País possibilitou o investimento de fundos nacionais
e estrangeiros na construção de grandes empreendimentos. O cenário propício
ao crescimento e a diversidade cultural e econômica do Brasil mostraram que
o aumento de empregos e de construções se deu de forma bastante diversificada.
Enquanto os grandes empreendimentos e lançamentos imobiliários ficaram na região
Sudeste, o aumento na mão-de-obra foi registrado de forma bastante expressiva
na região Norte. Somente em 2007, até setembro, o número de lançamentos imobiliários na Grande SP superou os 44%, comparado ao mesmo período de 2006.

Outro segmento que ficou bastante em evidência junto ao crescimento da construção
civil foi o de serviços. Empresas como a de locação de equipamentos cresceram mais
de 40% durante o ano. Para 2008, as expectativas também são as melhores.
Esperamos que, com o PAC e o incremento de investimentos internacionais, mais
a facilidade por créditos imobiliários, a construção civil no Brasil continue crescendo
e atinja números ainda maiores.