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| Feiras e mais feiras |
| Ana Mello * |
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As feiras do livro borbulham pelo estado do RS, que
maravilha.
Na sexta-feira, dia 9 de outubro, estive em Novo Hamburgo,
com uma oficina
de minicontos. A equipe da feira foi maravilhosa, todos
muito gentis,
vieram me buscaram em casa e trouxeram no final, e lá
fui muito paparicada.
Fazia tempo que não ia a Novo Hamburgo, uma falha,
pois tenho amigos na cidade.
Lembrei do tempo que estudei na escola Liberato Salzano,
bons tempos
de adolescente. A cidade cresceu muito, toda iluminada,
muito bonita.
Ganhei de presente um livro belíssimo com fotos,
Novo Hamburgo – A cidade
se revela, as fotos são do Joel e da Isa Reichert
e o texto do patrono da feira,
o Henrique Schneider.
Quando cheguei na sala da oficina, arrumei meu material,
instalei minha
apresentação, estiquei meu pôster
e espalhei meus livros na mesa.
A secretária da cultura Anita e as meninas da
equipe da feira pediram
para ver os minicontos. Comecei a ler um e outro e elas
também foram lendo,
ficamos assim até os alunos chegarem, elas adoraram.
Minicontos viciam.
Os alunos estavam um pouco tímidos, mas logo
foram fisgados também.
Foi muito bacana porque eles pegaram o jeito e escreveram
ótimos textos.
A princípio não queriam ler, depois um
mais corajoso leu, a professora também
e foi muito bom. Sai muito feliz e recompensada, pois
ainda recebi convite
para voltar e também participar em oficinas nas
escolas.
Em seguida tenho participação na feira
de Cachoeirinha, depois Porto Alegre
e Osório. Muito bom, adoro tudo isso. Gosto muito
de livros, mas melhor
que livros são as pessoas, ouvir pensamentos
diferentes, perguntas,
experiências de trabalho que os professores desenvolvem
mesmo com dificuldades
das mais variadas.
Sempre acabamos debatendo a questão comercial
das feiras e perguntam
se eu não acho que isso é o que mais aparece,
o lado comercial.
Isso porque as pessoas estão ganhando pouco e
livro não é prioridade.
Ora, lá eles vendem mesmo, mas tem outras atividades
gratuitas, muitas.
E o que todos gostariam não é ganhar livros
de graça e sim ter um bom salário
para poder comprar, escolher.
O bom da feira é que é mais barato e o
dinheiro que daria para comprar
um livro pode dar para dois ou três. O livro é
um produto como outros tantos
e tem custo, se os escritores doassem mais livros para
as bibliotecas muitas
pessoas poderiam ler sem gastar nada. Nas feiras também
deveria ter um posto
de coleta para doações. Quanto mais gente
ler melhor e que venham as feiras. |
| COLUNISTA
ANA MELLO |
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