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Já experimentei também deste outro
lado, como jurada de vários concursos.
É muito difícil escolher, rejeitar e
ainda se expor como julgador.
Também é difícil para alguém
entender que não ter sido escolhido não
significa
nada além de não ter sido selecionado
para aquele concurso. Se participar de outro,
com o mesmo texto poderá ser classificado,
até em primeiro lugar.
Então para que servem os concursos? Para exercitar
nossa vaidade, eu acho.
É bom para o currículo, há quem
goste de uma vasta lista de premiações.
É bom para divulgar nosso trabalho. Os prêmios
são interessantes também.
Durante a Feira do Livro de Porto Alegre participei
de um concurso porque achei
a comissão julgadora muito interessante, e
embora já os conhecesse não teria
coragem de pedir que avaliassem qualquer texto meu.
Então submeti meus textos
ao concurso, com pseudônimo, como é de
costume. Fui selecionada em duas
categorias. Segundo lugar na crônica e terceiro
na poesia. O prêmio foi de extremo
bom gosto, livros, vários livros, muito bons.
Analisando tudo isso, posso concluir que é
bom participar sim. Tem ainda
a vantagem de forçar o escritor a ter sempre
um texto inédito guardado para uma
eventual oportunidade de concorrer. Sempre tem um
prazo, mas pode dar aquele
branco da pressão e a gente não consegue
escrever nada.
Leia a crônica classificada em segundo
lugar
Namore, não fique |