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Eles responderam
Ana Mello
Os homens, não aqueles citados, mas outros
que se sentiram prejudicados
com minha crônica da semana passada, escreveram
para mim.
Explico em primeiro lugar que os homens dos quais falei
não são aqueles que são
parceiros, que cooperam, realizam tarefas domésticas,
cuidam dos filhos e tudo mais.
Os literalmente mandados são os que precisam
de autorização, de permissão
e contam isso para os amigos. São complicados
na minha visão, pois para mim,
é mais difícil ser assim do que procurar
um entendimento e viver realmente livre.
As justificativas para os que se julgam dominados pelas
parceiras foram várias.
Alguns disseram que é apenas uma artimanha para
que suas mulheres acreditem
no seu poder e não os incomodem. Deve acontecer
mesmo, em muitos casos.
Porém esses casos entram no grupo dos complicados
também, precisam
de subterfúgios para conviver com suas parceiras.
Conversar abertamente não está no rol
de suas atitudes.
Outros disseram que a mulher mandando é um sinal
dos tempos. Antigamente,
no tempo dos nossos avôs, os machos mandavam e
as fêmeas obedeciam sem
reclamar. Depois, com nossos pais, para quem tem em
média cinqüenta anos,
a mulher em muitos casos tinha voz ativa, trabalhava
fora de casa, tinha profissão
e opinião. Participava da renda familiar. E agora,
na atualidade, elas mandam
mesmo e eles obedecem porque é mais prático
e fácil.
Evita longas discussões, as mulheres modernas
gostam de tudo bem explicado,
elas são multitarefa, fazem muitas coisas o tempo
todo e contaminam os parceiros
que entram na fase da execução, da prática.
O que tenho a dizer para finalizar esse assunto é
que os homens estão ficando
mais femininos, querem justificar, conversar, explicar.
Que bom!
Relaxem e cada um que encontre seu equilíbrio.
Se gostarem de mandar e elas
de obedecer, está bem, se é o contrário,
e existe acordo, fica bem também.
Sejam felizes, que a vida é curta e amar é
o melhor que podemos fazer. |
| COLUNISTA
ANA MELLO |
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ANA
MELLO
Escrevo porque tenho mais para dizer
do que consigo falar e olha que falo muito.
Pelos cotovelos, como diz minha mãe.
Estudei química e matemática e trabalho
na área técnica. Mas sempre fui poeta.
Escritora. Afinal escrevo sempre,
e tenho leitores. Dissolvo-me
em palavras pela rede e talvez um dia,
em papel, que será livro. Livro meu,
pois em antologias já estou espalhada
por aí. Nas janelas dos ônibus
e nos trens de Porto Alegre viajo
em forma de poesia. No mais,
busco a felicidade simples,
de viver apenas, fazer amigos
e aprender tudo o que puder.
Pois tenho certeza, nós não viemos
a este mundo a passeio.
Acesse o Blog : http://minicontosanamello.blogspot.com |
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