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COLUNISTA ANA MELLO
Coluna da Ana Mello no Sortimentos.com


Aham !
Ana Mello*

É natural, quando falamos com alguém, mantermos o contato, manifestarmos
nossa intenção de interagir com quem fala. Assim falamos também com o olhar,
com o corpo, com gestos. Enquanto o outro fala, aprovamos ou reprovamos
o que a pessoa diz, balançando a cabeça ou dizendo alguma coisa. Sim. Entendo.
É isso. Não acho. Sei.

Ou usando interjeições. Oh! Ah! Ih! Poxa!

Se observarmos atentamente as conversas por aí, vamos verificar que interjeições
como ”aham” e “uhum” são muito comuns. Até nas conversas por telefone.

Conheço alguém que não aprova essa resposta. Acha muito chata e repetitiva.
Condena radicalmente quando uso. Diz que temos muitas palavras legais
para substituir por um som totalmente estranho.

Argumentei, e tenho pensado porque não usamos outras palavras.
Acho que não tem espaço para palavras mais longas, pois cortaria a conversa,
interromperia o raciocínio da outra pessoa.

Procurei a definição e origem das interjeições. Para começar, interjeição
é uma palavra que exprime um estado emocional, uma sensação. É útil e rápida.

Porém, com a internet, a forma de comunicação mudou e as emoções precisaram
também da forma escrita. Os “emotions” e outros símbolos começaram a ser usados
largamente.

E foi aí, nessa lista imensa de símbolos e recursos que achei o “aham” e o “uhum”.
Pois a lista convencional de interjeições da língua portuguesa é comum
e desatualizada. Eita coisa mais útil essa tal de interjeição!

A elegância nem sempre é regra. Pois interjeições como uhau, ué, xi, ave, psiu,
não parecem enfeitar nenhuma conversa.

Mas o objetivo não é esse mesmo, o objetivo é ser rápido e eficiente na comunicação.
E nisso estamos cada vez melhores. Ao ponto de fazer o caminho contrário, transferir
formas da comunicação virtual para o mundo real. OK? Já ouvi a resposta: Uhum!
COLUNISTA ANA MELLO
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ANA MELLO
Escrevo porque tenho mais para dizer
do que consigo falar e olha que falo muito.
Pelos cotovelos, como diz minha mãe.
Estudei química e matemática e trabalho
na área técnica. Mas sempre fui poeta.
Escritora. Afinal escrevo sempre,
e tenho leitores. Dissolvo-me
em palavras pela rede e talvez um dia,
em papel, que será livro. Livro meu,
pois em antologias já estou espalhada
por aí. Nas janelas dos ônibus
e nos trens de Porto Alegre viajo
em forma de poesia. No mais,
busco a felicidade simples,
de viver apenas, fazer amigos
e aprender tudo o que puder.
Pois tenho certeza, nós não viemos
a este mundo a passeio.

Acesse o Blog : http://minicontosanamello.blogspot.com
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