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No final do ano as organizações
entram em clima de confraternização
e promovem encontros especiais
que celebram o seu lado mais humano.
As festas de confraternização
das empresas pretendem demonstrar
o valor dos indivíduos
e dos relacionamentos pessoais,
o espírito solidário e de camaradagem
que unem os profissionais
que compartilham intensamente
o ambiente corporativo.
Acontece, muitas vezes,
que além de criarem momentos
de comemoração que encerram
um período, estas festas corporativas
expõem seus colaboradores
a verdadeiros testes de comportamento
e etiqueta. E por isso é muitíssimo
comum querermos saber como
se comportar nessa oportunidade. |
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Pense um pouco em como foi o início de seu
caminho na empresa,
considerando a entrevista de seleção
pela qual você deve ter passado.
Alguma coisa de útil vamos tirar desse exemplo
que poderá nos ensinar
o básico sobre etiqueta no mundo corporativo.
Considere que ao conquistar uma oportunidade de entrevista
de emprego
em uma empresa, você certamente deparou-se com
um representante,
possivelmente da área de Recursos Humanos ,
que certamente, além de testar
suas qualidades profissionais, procurou identificar
se o “seu jeito de ser” combinaria
com o “jeito de ser da empresa”.
Isto acontece porque toda empresa tem um conjunto
de regras comportamentais
e de convenções, que devem ser seguidas.
É importante perceber como se vestir
para o trabalho, o modo de falar, de conduzir os relacionamentos,
de dirigir-se
ao chefe, etc. São regras gerais conhecidas
por todos. Assim, você passa o ano
exercitando seu papel profissional dentro dos moldes
aceitos pela empresa.
Quando chega o final de ano a empresa faz uma proposta
diferente,
convidando os colaboradores a se divertirem e relaxarem
das obrigações formais
e mais conservadoras do dia-a-dia. E é aí
que mora o perigo. Você pensa
que essa é a chance para deixar as formalidades
de lado e ser você mesmo,
aproveitando a ocasião única que a empresa
oferece. Então, como se estivesse
realmente entre amigos, você dança, canta,
bebe, paquera, conta piada e por aí vai.
O problema é que você faz tudo isso ao
mesmo tempo, com aquela vontade
de tirar o atraso; e o pior, ao lado do seu chefe.
O que era para ser um momento
inesquecível, pelo lado bom, acaba prejudicando
sua imagem dentro da empresa
e até com os colegas que pensam: “Nossa,
não sabia que ele era assim
tão exagerado”.
O resumo da ópera é que durante o ano
e também no final dele, as relações
no mundo corporativo requerem o respeito de algumas
regras, sem a informalidade
e liberdade que desejaríamos ter, ao menos
de vez em quando.
Neste final de ano, haja com moderação
nas festas da empresa.
Beba apenas um pouco para evitar soltar-se demais;
cuidado com as paqueras
e com a demonstração de sentimentos
ardentes perante esse público;
dance o suficiente para enturmar-se com os colegas
e evite aquele showzinho
particular que poderá ser filmado e ganhar
o troféu Mico da Festa;
saiba que seu chefe não é um amigo íntimo
com quem você compartilha seus
segredos. Ele ainda é seu chefe, mesmo fora
do tradicional ambiente da empresa e,
poderá quase que certamente estar avaliando
seu comportamento em qualquer
que seja a situação.
Vale a pena não curtir essa festa tão
intensamente como você gostaria, pensando
em garantir a reputação que você
se esforçou tanto para construir e investindo
no seu sucesso profissional para o próximo
ano.
* Marlene Ortega
Diretora da Universo Qualidade, entidade voltada ao
desenvolvimento da qualidade
e inteligência em relacionamentos
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