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| ESPECIAL
CARNAVAL 2008 |
Doença do beijo, mononucleose atinge 60% da população
brasileira
A Doença tem sintomas parecidos com os da gripe,
mas não possui sintomas
espiratórios, vacina ou tratamento antiviral específico.
Só um exame aprofundado
pode diagnosticá-la. Nos últimos tempos,
sucessos como "Já Cansei de namorar",
interpretado pelos Tribalistas, e "Ela só
pensa em beijar", gravada por MC Leozinho,
ficaram na boca do povo, ilustrando uma realidade cada
vez mais forte entre
os jovens brasileiros. Que beijar é bom, ninguém
discute. Mas é preciso ficar alerta,
já que algumas doenças podem ser transmitidas
pelo beijo. Uma delas, muito comum,
mas pouco conhecida, é a monucleose.
A Doença do Beijo, como é conhecida popularmente,
é uma síndrome infecciosa
que acomete principalmente indivíduos entre 15
e 25 anos. Ela é causada pelo vírus
Epstein-Barr, que atua sobre os linfócitos do organismo.
"A doença é freqüentemente
confundida com a gripe, por apresentar sintomas como febre
alta, odinofagia
(dor durante a deglutição dos alimentos),
tosse, artralgias (dor nas articulações),
cansaço, falta de apetite, dor de cabeça,
calafrios, desconforto abdominal, vômitos
e dores musculares. A mononucleose, no entanto, não
apresenta sintomas
respiratórios", explica a patologista Flávia
Segatto, do laboratório Pasteur Medicina
Diagnóstica/ Diagnósticos da América
(DASA). Cerca de 60% da população adulta
tem exame que comprova a infecção prévia,
mas a maioria desconhece.
"A mononucleose é conhecida como Doença
do Beijo não apenas por ser transmitida
ao beijar, mas também pelo fato das amídalas
ficarem muito hipertrofiadas e quase
se tocarem", explica a especialista. Enquanto a gripe
possui vacina e tem tratamento
antiviral específico, o mesmo não ocorre
com a mononucleose. A infecção
é controlada pelo próprio organismo depois
de duas semanas, mas nesse período
pode ser transmitida. "O paciente recupera-se espontaneamente,
porém uma
pequena proporção de doentes necessita de
meses. Sendo autolimitada, é uma
doença que pode passar sem diagnóstico confirmado
caso o paciente não procure
serviço médico adequado e faça os
exames corretamente", explica Dra. Flávia.
Os efeitos da doença são combatidos com
analgésicos e antitérmicos. Como não
existe tratamento ou vacinas específicos, não
há uma proteção efetiva contra o
vírus.
"A eliminação do vírus ocorre
principalmente pela saliva do paciente sintomático,
mas mesmo pacientes completamente assintomáticos
podem ser fonte de contágio",
lembra a patologista. (RP1 Comunicações) |
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