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| ESPECIAL
CARNAVAL 2008 |
"Doença do Beijo" pode atrapalhar foliões
Apesar de prazeroso e apreciado, o beijo é capaz
de levar a males como meningite,
encefalite, anemia hemolítica e, em casos mais
graves, ruptura do baço. Principalmente para os
adolescentes, é hora de cair na folia e curtir
as noites
até o corpo suplicar por descanso. Uma das atividades
mais praticadas pelos foliões
é o beijo na boca.
O problema, entretanto, é que apesar de ser muito
prazeroso, o contato pode
transmitir uma doença chamada mononucleose infecciosa,
popularmente conhecida
como Doença do Beijo, que tem possibilidade de
se transformar em meningite,
anemia hemolítica e outras doenças mais
sérias. Causada pelo vírus Epstein-Barr,
a mononucleose é altamente contagiosa e pode ser
transmitida por transfusão
de sangue, contato sexual e, principalmente, pela saliva.
Atinge qualquer faixa etária,
mas é bem comum entre adolescentes e jovens adultos.
De acordo com a Dra.
Isabela Baraúna, infectologista do Delboni Auriemo,
alguns cuidados pessoais podem
evitar a contaminação. "Os principais
fatores para a proliferação da mononucleose
são as más condições de higiene
pessoal e a grande concentração de pessoas
em um pequeno espaço, que propicia aglomeração
e facilita a dispersão do vírus",
afirma.
O problema de ser contaminado é que os males duram,
em média, três semanas
e os principais sintomas são febre, dor de garganta,
mal estar, fadiga, aumento
de gânglios (com dores), de fígado e baço.
Cerca de 10% dos casos apresentam
erupção cutânea, deixando a pele avermelhada
e com aspecto de lixa. Outros fatores
que facilitam a proliferação da doença
é que o período de incubação
do vírus poder
chegar a até 30 dias, não existe tratamento
específico e a prevenção é
complicada.
"Até o momento, não existe nenhuma
vacina contra a Doença do Beijo. Geralmente,
a virose não é fatal, mas podem ocorrer
complicações. O diagnóstico nem sempre
é fácil porque outras viroses também
apresentam quadro clínico semelhante.
No momento da análise, o médico tem que
se basear na história epidemiológica,
quadro clínico e em exames complementares sugestivos.
"Exames laboratoriais
podem apresentar presença de linfócitos
atípicos e orientar ao médico a que deve
tratar", diz a Dra Baraúna. ( Imagem Corporativa
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