| 22.02.09 :: Editoria de Saúde |
Em meio aos blocos de carnavais, diversão,
gente bonita e muita música,
o cuidado com o beijo é essencial. "Os
beijoqueiros devem ser cautelosos.
Se estiver com feridas ou qualquer tipo de sangramento
na boca,
o melhor é não beijar ninguém
ou evitar beijar muitas pessoas",
alerta o infectologista Celso Granato.
A infecção mais comum por esse contato
é a mononucleose, também conhecida
como "doença do beijo". A síndrome
infectocontagiosa acomete principalmente
adolescentes e adultos jovens, entre 15 e 25 anos,
com sintomas de febre,
dor de garganta e aumento de linfonodos (popularmente
conhecidos como gânglios
ou ínguas) na região do pescoço.
Para ter uma idéia de sua freqüência
em nosso
meio, mais de 90% da população adulta
possui anticorpos contra o agente que
provoca essa infecção. Isso significa
que em algum momento da vida o indivíduo
entrou em contato com esse vírus, mesmo que
não tenha desenvolvido nenhum
quadro clínico característico.
Uma outra infecção relacionada a contato
íntimo, beijo ou compartilhamento
de utensílios contaminados é o herpes.
Cerca de 20% das pessoas podem ter
herpes crônico 1, isso quer dizer que a cada
cinco pessoas que já tiveram
a infecção, uma vai apresentar herpes
de forma recorrente. Ao beijar um portador
do vírus herpes simplex, mesmo que no momento
do contato a outra pessoa
não apresente a infecção (pequenas
bolhas nos lábios, como num buquê),
é possível contrair o vírus.
Embora não seja grave, é uma infecção
recidivante,
dolorosa e que pode acometer outras regiões
do corpo.
A transmissão do vírus da hepatite
A também pode acontecer por meio do contato
de pessoa a pessoa. A doença pode não
se manifestar em algumas pessoas,
no entanto, naquelas que nunca tiveram contato prévio
com esse vírus
pode ser grave. Apesar disso, tanto a infecção
resolvida pelo próprio organismo
quanto a vacinação conferem imunidade
permanente contra o vírus.
O citomegalovírus é uma outra virose
muito comum entre a população jovem.
Esse vírus raramente causa problemas mais
sérios em pessoas saudáveis,
mas, em indivíduos com o sistema imunológico
comprometido - os imunodeprimidos,
têm potencial para acometer o sistema nervoso
central e o trato digestivo,
além de causar hepatite, pneumonia e inflamação
da retina, com risco de cegueira.
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