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Unidade de Comunicação Social |
Sondagem Especial da CNI mostra que 46% das médias
e 42% das pequenas
empresas reduziram as vendas ao exterior nos últimos
12 meses.
SONDAGEM - Metade das empresas
brasileiras deixou de exportar ou perdeu
participação no mercado internacional
nos últimos 12 meses por causa da valorização
do real frente ao dólar. A informação
é da Sondagem Industrial Especial divulgada
dia 27 de agosto, pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI).
A pesquisa informa que as pequenas e médias
empresas foram as mais atingidas.
Entre as médias, 46% reduziram as vendas
externas e 6% deixaram de exportar.
Entre as de pequeno porte, 42% diminuíram
as exportações e 4% interromperam
os embarques. Nas grandes companhias, o impacto
foi menor: 37% reduziram
e 1% suspendeu as vendas ao mercado internacional.
Os setores têxtil, de móveis,
de madeira e de vestuário foram os mais afetados.
Na tentativa de manter a participação
no mercado externo, 78% das empresas
adotaram medidas que incluem a redução
de custo, os investimentos na qualidade
e no design e a busca por novos clientes no exterior.
CONCORRÊNCIA - Além
disso, as pequenas e as médias empresas foram
as que mais sofreram com a concorrência dos
importados. Conforme a pesquisa
da CNI, 74% das pequenas empresas afirmaram ter
perdido participação
no mercado interno. Isso ocorreu com 67% das médias
e 49% das grandes.
Os setores mais prejudicados foram têxtil,
vestuário, calçados e equipamentos
hospitalares e de precisão.
A valorização da moeda brasileira
diante do dólar também estimulou a
utilização
de insumos importados. Quando maior o porte da empresa,
mais intenso é o uso
de matérias-primas importadas. A pesquisa
da CNI mostra que 81% das grandes,
61% das médias e 41% das pequenas empresas
usam insumos estrangeiros.
A Sondagem Especial sobre o impacto da valorização
do real frente ao dólar foi feita
com 1.564 indústrias entre 26 de julho e
6 de agosto deste ano. Entre as empresas
consultadas, há 885 pequenas, 458 médias
e 221 grandes. |