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Especialistas alertam para risco de "apagão elétrico" em 2011
SEBRAE - Um estudo divulgado pelo Instituto "Acende Brasil" apresentado
à imprensa no mês de julho de 2007, alerta que o Brasil está sob a eminência
de um novo apagão elétrico caso sejam mantidas as previsões de crescimento
de 4,8% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o levantamento, realizado
com base em análise de dados fornecidos por órgãos do governo, há 28%
de chances de haver um novo apagão energético já em 2011, caso não sejam feitos
investimentos em infra-estrutura de energia.

Pelo levantamento, mesmo que a demanda por energia se reduza e não haja novos
atrasos nos projetos de infra-estrutura na área, incluindo programas governamentais
de incentivos à fontes alternativas de energia, o risco de o governo ter de enfrentar
o racionamento é de 7% em 2010 e 16,5% em 2011.

O "Acende Brasil" chegou a esses dados ao trabalhar com informações fornecidas
pelo Ministério de Minas e Energia (MME), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE),
do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e da Agência Nacional de Energia
Elétrica (Aneel). O estudo considerou variantes como o armazenamento de águas
nos reservatórios, estímulos à construção de novas usinas, os resultados
insatisfatórios do leilão de energia alternativa recentemente realizado e o termo
de compromisso assinado entre Petrobrás, o MME e a Aneel sobre a oferta de gás.
Também foi considerado o fato de as Unsinas do Rio Madeira não ficarem prontas
antes de 2012, assim como a Usina Nuclear de Angra 3, todos vistos como saídas
para o problema. Para o presidente da EPE, Maurício Tolmasquin, o estudo não
corresponde à realidade. "É um estudo alarmista, que não agrega nada de útil",
disse em entrevista ao jornal paulista "Estadão". "É uma especulação.
Há investidores que querem o aumento do preço da energia e fazem um jogo
pesado para aumentar os preços dos leilões de energia", completou. Para ele,
o instituto está "fazendo o jogo" desses investidores.
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