O faturamento industrial sobe 9% até julho
e bate recorde, conforme avaliação
da Confederação Nacional da Indústria.
Segundo a CNI, o faturamento da indústria
subiu 0,2 % em julho e expressivos 9% nos sete primeiros
meses de 2008,
o que significou um novo recorde. Uma vez que o
último recorde alcançado
na indústria de faturamento foi registrado
em 2004, quando o faturamento
industrial foi de 5,5%.
Análise por Carlos Stempniewski
“A CNI divulgou que a produção
industrial agregada no último mês apresenta
o maior crescimento já observado nos últimos
quatro anos. Esse crescimento
comemorado com muita alegria pelos setores envolvidos
representa o lado
dos investimentos que tem sido realizados pelo setor
privado nas atividades
e prospecção e extração
de petróleo o que se traduz pelos programas
de implantação
da Petrobras particularmente para a extração
de petróleo em áreas profundas,
incluindo-se aí plataformas submarinas, navios,
ancoradouros, entre outros itens
necessários para extração armazenagem
e transporte do petróleo e gases extraídos.
É importante destacar também o crescimento
da indústria de construção
civil
e automobilística, com destaque especial
para o setor de caminhões e utilitários.
Além disso, inclui-se também a construção
e manutenção do pólos petroquímicos
e açucareiros do país - atualmente
cerca de 230 plantas para produção
de etanol
e biodiesel estão em projeto e/ou implantação
no Brasil. Também foram igualmente
elevados os investimentos em máquinas e equipamentos
necessários ao crescente
agronegócio do país. Assim como não
se pode esquecer dos pesados investimentos
em ferrovias e manutenção e ampliação
de portos sob operação da iniciativa
privada.
Portanto observamos que o crescimento indicado refere-se
basicamente a setores
ligados ao mercado de commodities em expansão
atualmente. A mesma notícia
não é válida para os setores
calçadistas, eletroeletrônicos, entre
outros que tem
apresentado uma ligeira retração em
relação a períodos anteriores.
A notícia deve
ser comemorada em seu conjunto, porém, deve
ser observada com cautela
porque revela que setores mais diretamente ligados
a produtos de consumo
não estão apresentando um crescimento
sustentável, podendo indicar uma lenta
desaceleração do consumo de certas
classes de renda.”, diz Carlos Stempniewski,
mestre em Administração de Empresas
e professor do curso de Administração
das Faculdades Integradas Rio Branco. |