| Especialista comenta
fusão Itaú / Unibanco |
| Ricardo
Viveiros & Associados - Oficina de Comunicação
|
Os bancos brasileiros Unibanco
e Itaú anunciaram na segunda-feira (03.11.08),
que se unirão para formar um conglomerado com
valor de mercado entre
os 20 maiores do mundo. O novo banco deverá ser
o maior do hemisfério Sul,
segundo comunicado oficial do banco Itaú. Segundo
a nota da instituição,
a operação "surge em momento de grandes
mudanças e oportunidades no mundo,
particularmente no setor financeiro". A operação
precisa ser aprovada
em assembléia extraordinária de acionistas,
pelo Banco Central do Brasil
e demais autoridades competentes. Segundo as instituições
financeiras,
o novo banco resultante da fusão terá
R$ 575 bilhões em ativos e patrimônio
líquido de cerca de R$ 51,7 bilhões. Contará
com aproximadamente 4,8 mil agências,
representando 18% da rede bancária; e 14,5 milhões
de clientes de conta corrente,
ou 18% do mercado.
"Diante da crise financeira internacional, dois
grandes bancos de varejo brasileiro:
Itaú e Unibanco decidem por uma fusão,
criando um dos maiores bancos
do hemisfério Sul. A fusão proporcionará
economia de escala, o que favorecerá
as duas instituições. A fusão dos
bancos proporcionará maior economia de escala,
ou seja, o banco poderá reduzir despesas com
funcionários (departamentos).
Exemplo disso é atender um maior número
de clientes ao mesmo tempo
(produtividade). O ponto crucial da crise financeira
é o crédito, ou seja,
este é o principal produto dos bancos de varejo
no Brasil. Para enfrentar a crise,
a fusão é uma estratégia interessante
frente as perdas de rentabilidade futura
que os bancos estão expostos. Economia de escala
para o cidadão comum
significa um maior número de agências,
caixas eletrônicos, um maior leque
de produtos e serviços financeiros, maior qualificação
de funcionários e etc”,
afirma Douglas Pinheiro, coordenador do Curso de Administração
das Faculdades Integradas Rio Branco. |