Brasil,
| Capa Sortimentos | Capa Negócios | Pesquisas
NEGÓCIOS | ADMINISTRAÇÃO


Sucessão familiar : o desafio do empreendedor
Lizandra Cardelino | DS Consultoria Empresarial

Sabemos que as empresas familiares representam 85% do mercado, mas também
sabemos que o índice de empresas que fecham suas portas é muito grande. Muitos
motivos podem ser causadores do “fracasso”. Como toda empresa, as empresas
familiares também enfrentam grandes problemas, quem sabe até um maior que
uma empresa que não familiar: a sucessão; processo temido por muitos empresários.

Como fazer a transferência de comandos sem chocar a cultura da empresa? Como
perpetuar se sabemos que carisma e liderança não se transferem? E se o sonho
do pai não é o mesmo sonho do filho? Entra em ação neste processo, a presença
de um consultor para agir como mediador nesta transição. “É muito difícil realizar
um processo de sucessão sem a presença do fundador. A presença dele
é extremamente importante. Em caso de falecimento é necessário avaliarmos
muitos fatores existentes dentro da empresa. Se existe a figura de um presidente,
a definição dos trabalhos de cada membro da empresa, se existe a necessidade
e o quanto seria importante a presença de pessoas de fora da família na empresa”,
explica o consultor especialista em empresas familiares e sócio-diretor
da DS Consultoria, Domingos Ricca.

Uma empresa pode ser considerada familiar a partir de sua segunda geração,
pois aí podemos dizer que a empresa já criou sua própria cultura.
Ter uma idéia, unir suas idéias, investir, manter, crescer e alcançar o sucesso.
Tarefa que exige muita persistência. “Para empreender é necessário saber
descentralizar o poder, dividir comandos. Acima de tudo respeitar e tratar
seus parentes como profissionais. A profissionalização e a sucessão
são os caminhos para perpetuar um negócio em família”, declara Ricca.