Projeto Comprador no Salão Internacional do Calçado
Os importadores que participam no Salão Internacional
do Calçado do Projeto
Comprador do Brazilian Footwear,
programa desenvolvido pela Abicalçados,
com apoio
da Apex – Brasil (Agência de Promoção às
Exportações e Investimentos),
encomendaram amostras de calçados femininos e
acessórios - principalmente
bolsas.
A perspectiva é definir as compras no prazo de
trinta dias.
A norte-americana Courtney Penteado, da Imports Penteado,
distribuidora
de pequeno porte, da Califórnia,
está levando amostras de bolsas e de calçados
femininos fabricados em couro com salto alto e detalhes
em pedrarias e ferragens.
Ela pratica um preço
que lhe garante na importação uma margem
de lucro de 80
a 100% do valor adquirido no país
de origem. Diz que prefere os calçados
brasileiros
ao chinês, principalmente “pelo conforto
e pelo design”.
Já os importadores chilenos da ACR – Associação
Comercial de Regiões – uma rede
que congrega
nove empresas com 60 lojas, - Roberto Dalbosco e Sergio
Rodriguez
- vieram dispostos a buscar novos fornecedores,
mas encontraram a barreira
do câmbio e, portanto,
estão levando somente algumas amostras para apresentar
aos associados a fim de averiguarem a possibilidade de
compra. “Nos últimos cinco
anos, o Brasil
perdeu a sua força de venda de calçados
no Chile. Na minha loja
esta perda foi em torno de 4%,
pois o preço ficou mais elevado”, salienta
Rodriguez.
Hoje o Brasil tem cerca de 15% das importações
chilenas, sendo que os demais
35% de compras estrangeiras
estão concentradas em países da Ásia,
especialmente
a China. 50% da demanda local é produzida
no próprio país. Em média o calçado
brasileiro é vendido no Chile em U$ 60 o par de
inverno de U$ 40 aquele destinado
à temporada
quente. “Se a cotação do dólar
continuar neste valor a queda deve
se acentuar”,
diz Dalbosco.
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