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BELEZA & SAÚDE
A escolha certa do anticoncepcional
Foto : ilustração
 

A escolha certa do anticoncepcional
Editoria de Saúde
 
De tempos em tempos, a medicina se renova e pesquisas revelam cada vez mais
métodos para os mais variados fins. Com os anticoncepcionais não é diferente.
Hoje, a mulher ou o casal têm à disposição uma satisfatória variedade de dispositivos,
medicamentos e condutas para evitar a gravidez. Contudo, se por um lado isso
aumenta as possibilidades de adequação a cada mulher, por outro, dificulta a escolha,
que precisa ser cada vez mais criteriosa, de acordo com as necessidades do casal.

Recentemente, a revista científica British Medical Journal publicou um estudo
que aponta a diminuição do risco de câncer em mulheres que usaram a pílula
anticoncepcional por até oito anos. O estudo coloca em questão os temidos efeitos
de métodos hormonais e abre o debate sobre a escolha ideal de um contraceptivo.

“Hoje, as pílulas têm eficácia garantida, mas é necessário estar atento
aos grupos de risco”, afirma a especialista Maria do Carmo Borges, chefe do Setor
de Reprodução Humana do Instituto de Ginecologia da UFRJ. O grupo inclui mulheres
fumantes ou, ainda, portadoras de diabetes e hipertensão ou mesmo outras doenças
importantes da mulher, que continua precisando de proteção para uma gravidez
não-planejada ou arriscada para sua saúde. “É preciso dar uma atenção maior
para esses casos”, lembra a pesquisadora.

O DIU consiste em um pequeno objeto, inserido na cavidade uterina, exercendo
sua função contraceptiva. Mais frequentemente, esse dispositivo possui em sua haste
principal filamentos de cobre que tornam o ambiente uterino impróprio
para espermatozóides. “O DIU é um método extremamente eficaz, tanto quanto
a pílula”, afirma Dra. Maria do Carmo. A médica lembra, contudo, que a reação
ao cobre pode, por exemplo, aumentar o fluxo menstrual, causando desconforto.

Entretanto, há uma opção: “Existe um DIU que contém progesterona, no lugar
do cobre”, informa a médica. Ele é indicado para as mulheres que tem muita cólica
menstrual ou que tem um fluxo muito aumentado.

Além dos hormonais e da pílula, a gravidez pode ser prevenida por inúmeras
maneiras. Basicamente, dividem-se em: comportamentais, de barreira, dispositivo
intra-uterino (DIU), métodos hormonais e cirúrgicos. Incluído nos comportamentais
está, por exemplo, o método rítmico – o conhecido método da tabelinha. Esse método
é indicado para mulheres com ciclo menstrual regular. Já entre os cirúrgicos,
está a laqueadura de trompas, definitiva, que deve ser feita apenas por mulheres
conscientes e determinadas a não gerar mais filhos.

Dra. Maria do Carmo reafirma a máxima de que não há um método anticoncepcional
ideal para todos, mas que se deve, na verdade, fazer uma análise de cada caso,
de cada individualidade. “É preciso conhecer o perfil da paciente. Essa análise
faz parte do sucesso do método”, orienta a professora, lembrando que a parceria
entre paciente e médico é fundamental.

A escolha deve ser feita através de uma conversa entre a paciente (ou o casal)
e o médico. Os critérios sopesados para se fazer a melhor escolha dependem
de hábitos e de particularidades como fumo, peso, índice de massa corporal e tipo
de pele, entre outros — explica a médica. “Tudo passa por uma boa conversa
e por um bom exame de cada paciente”, finaliza.
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