| Saiba o que
é abrir espumante por sabragem |
| Texto adaptado de Antônio Gonçalves
| Magazine do Vinho |
O champagne, os espumantes e proseccos são
consumidos em qualquer época
do ano, porém nas festas de final de ano
o consumo destas bebidas se intensifica.
Com a aproximação dos brindes em torno
das celebrações, festejos
e comemorações, a dica é sobre
o Sabre. Apesar de algumas pessoas
não gostarem do ritual, a técnica
não deixa de ser interessante.
A tradição napoleônica que sobrevive
em nossos dias, encanta e aumenta
o charme de uma comemoração. Sabragem
vem do francês sabrage,
iniciado no termo sabreur, aquele que bem maneja
ou luta com o sabre.
A arma branca, provavelmente originária da
Hungria, onde é conhecida
como száblya, tem também origem polonesa
reivindicada e certa influência russa,
fez história num ritual.
O general francês, provável pioneiro
na sabragem de garrafas de Champagnes
a degola da garrafa com o sabre, costumava dizer
que “a história é uma versão
do passado, na qual decide-se acreditar”. Há
muito tempo se sabe que Napoleão
era grande apreciador de vinhos, e que os Champagnes
eram seus preferidos.
Assíduo freqüentador da cidade de Epernay,
epicentro dos vinhos borbulhantes,
ganhou de Jean-Rémy Moët, então
dono da Moët & Chandon, casas e estadas
para sua tropa.
As primeiras sabragens teriam surgido no século
18, em clima de euforia,
com Napoleão retornando de alguma batalha
vitoriosa, afinal, para ele, esse
vinho era “merecido nas vitórias e necessário
nas derrotas”. Versões mais
românticas indicam que, na verdade, o general
e seus soldados eram tomados
pela pressa de namorar suas mulheres, depois de
tanto tempo apartados pelas batalhas, e que, para
não demorar tanto nas comemorações,
encontraram uma
forma mais prática e rápida de abrir
as garrafas.
Como prêmio pela proteção de
suas terras, Madame Clicquot
(Veuve Clicquot-Ponsardin) teria dado as primeiras
garrafas de Champagne
a Napoleão e seus soldados. Bem humorada
versão diz que o general,
não tendo como segurar uma garrafa e o copo,
jogou o copo claro!,
tomou do sabre e abriu a garrafa, com as costas
da espada,
a parte sem fio de corte da arma. |