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ARTIGOS


Um poema

Ana Mello

Desde menina gosto de poesia e decorava muitas. Caminhava recitando versos,
lia-os em voz alta. Faço poemas desde adolescente. Escrevia nos cantos
dos cadernos, nas últimas folhas, em caderninhos especiais que mantinha
escondidos. Depois fiquei exibida. Meu primeiro prêmio, com poema publicado,
foi no segundo grau. Então tive várias fases, de não escrever nada e escrever
muito. De conto, de crônica, de rima. De verso livre.

E desde 1992 sou apaixonada pelo concurso Poemas no Ônibus. Este concurso
acontece a quinze anos em Porto Alegre e dele já participaram dez mil poetas
com trinta mil poemas inscritos. Acho maravilhoso ler poesia no caminho
para o trabalho, para o colégio, nos momentos de lazer. A poesia está por toda
parte, mas precisa também estar dita, escrita em versos. Os sites deveriam
oferecer mais poesia, mesmo os que não são de literatura. Eu colocaria poesia
também nas embalagens de chocolate, nas caixas de mistura para bolo,
de cereais, no chão e nas paredes das agências bancárias e nas capas
dos cadernos escolares. Só para começar.

Escrevi vários poemas para as janelas dos ônibus, mas nenhum havia conseguido
esse privilégio. Agora, meu poetrix, um terceto, poema pequeno e concentrado,
vai finalmente me dar a alegria de fazer parte do dia de muitas pessoas.
O prêmio veio em um momento especial para mim e serviu para provar
que a vida, como a poesia, pode surpreender a gente a qualquer momento.

Pela primeira vez as inscrições podem ser feitas pela internet, participe você
também: SECRETARIADACULTURA-POA

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