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ARTIGOS


O Zorro
Ana Mello

Tudo começou quando eu disse que escrevo sobre qualquer coisa, até sobre o cocô
do cavalo do Zorro. Não que essas bobagens possam interessar a alguém além
de mim. O que importa o excremento do cavalo do mascarado? Teoricamente nada.
Mas qualquer coisa pode ser o início de uma conversa, ou de um texto,
e um assunto puxa outro, uma palavra traz outra e assim uma crônica.

Em tempos modernos de investigação o famoso cocô poderia indicar o que o cavalo
comeu ou seus hábitos mais secretos. Agora, me faz lembrar o filme. O seriado que
eu adorava quando era criança.

Refiro-me a versão mais famosa do Zorro, uma série com Guy Williams que foi
ao ar em 1958. O cavaleiro mascarado tinha como missão devolver a dignidade
a um povo pobre e oprimido. Don Diego De La Vega, filho de Alejandro De La Vega
(George J. Lewis), um rico estancieiro, é o Zorro, que sem a máscara é calmo,
preguiçoso, amante da música, desajeitado. Isso para esconder o valente e astuto
Zorro. Boa essa de dupla personalidade, resolver os problemas do mundo sem
precisar mostrar a cara.

Ele tem um criado, o Bernardo, que é mudo e se faz de surdo para ser os ouvidos
do Zorro. Representado pelo ator Gene Sheldon. O sargento Garcia, interpretado
por Henry Calvin, gosta mesmo é de contar vantagem.

O Zorro tinha notada habilidade com a espada e o chicote. Deixava sua marca,
um grande “Z”rabiscado com a espada pelas paredes e até na barriga do sargento
Garcia. Isso tudo permanece nas versões mais modernas, por exemplo, A Lenda
do Zorro, com Antonio Banderas. O cavalo era representado pelo cavalo mesmo,
e o cocô do cavalo nunca apareceu no filme não.

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